6 de agosto de 2010

4° Passeata contra o Rodeio em Piracicaba

"No dia 7 de agosto de 2010, ativistas pró-libertação animal se encontrarão na praça José Bonifácio, no centro de Piracicaba, às 13h00, para uma manifestação contra este espetáculo de tortura. Haverá também batucada e panfletagem. Traga cartazes, instrumentos, informativos e sua voz contra a exploração animal."

Fonte: http://anarquismopiracicabaeregiao.wordpress.com/

Por Alex Peguinelli 

Justiça paulista abre precedente ao emitir parecer contra a vivissecção

"Uma ação civil pública ajuizada pela Promotoria de São José dos Campos (SP), em 2004, contra o Centro de Trauma do Vale na Área de Saúde Ltda, responsável pelo curso ATLS (Advenced Trauma Life Support), que realizava experimentos de traumatologia com cães, terminou com termo de conciliação entre as partes. Isso porque a ré, representada pelo advogado Fabio K. Vilela Leite, aceitou o pedido do promotor e colunista da ANDA, Laerte Fernando Levai, firmado nos seguintes termos:

a) A requerida concorda com o pedido do representante do Ministério Público, no sentido de “abster-se o responsável pelo curso ATLS ou qualquer outro por ele promovido, sob qualquer sigla ou nome, de utilizar cães ou quaisquer outros animais em procedimentos experimentais que lhes causem lesões físicas, dor, sofrimento ou morte, ainda que anestesiados, seja em estabelecimentos públicos ou privados de São José dos Campos, a partir desta data”.

b) Do descumprimento – na eventualidade do descumprimento pela parte ré do ora acordado, noticiado e comprovado nos autos, haverá incidência de multa diária no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) com correção monetária pelos índices oficiais.

Referida decisão foi homologada pela juíza Ana Paula Theodosio de Carvalho, da 5ª Vara Cível de São José dos Campos, que assim decidiu: “Homologo, por sentença, o presente acordo a fim de que surta seus jurídicos e legais efeitos de direito. Por consequência, julgo o processo com resolução de mérito, com base no artigo 269, III, do Código de Processo Civil, homologando, ademais, a desistência recursal manifestada pelas partes”.

Vale lembrar que o curso ATLS, que treina médicos para situações de emergência, usava cães como modelos vivos para procedimentos de traumatologia. Durante o processo foram ouvidos, como testemunhas da promotoria, os médicos David Uip e Odete Miranda, a professora Irvênia Prada, os biólogos Sérgio Greif e Thales Trez e a advogada Vânia Rall. No dia designado para a audiência de defesa, 10 de março de 2010, o advogado da ré concordou em fazer o acordo e, ao reconhecer o pedido do Ministério Público, possibilitou o encerramento do processo.

Trata-se da primeira decisão judicial antivivisseccionista em nosso país, em decorrência de ação civil pública movida contra entidade da área médica. O processo tramitou perante a 5ª Vara Cível de São José dos Campos, sob o  n. 577.04.252938-9."

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=78780

Por Alex Peguinelli

5 de agosto de 2010

Diretor do filme Terráqueos fala sobre veganismo



Shaun Monson, vencedor do prêmio pela produção e direção de “Terráqueos” – www.earthlings.com ou www.vista-se.com.br/terraqueos -, compartilha seus pensamentos a respeito do debate “proteína animal e proteína vegetal”, o conceito de assassinar animais para alimentação e a relação com a propensão da humanidade à guerra, os problemas com os derivados, e mais. Este vídeo deve ser visto por qualquer pessoa interessada em conhecer um pouco sobre a dieta Vegan ou vegetariana.

Declarações de Shaun Monson nesse vídeo:

"A humanindade desenvolveu uma compaixão por algumas formas de vida: pelos mais próximos, pelos bichinhos de estimação, pela família, nação, etc. Mas tem uma atitude de agressão ou apatia por outros grupos. Há consideração moral dada a algumas formas de vida e a outras não."

"O único benefício que alguém tem em comer carne é se auto-deteriorar. Esteja aberto à novas ideias."

Fonte
Por Nathália Mota

3 de agosto de 2010

Arnaldo Jabor defende as Touradas na Catalunha

"Recentemente, o colunista e polemicista profissional Arnaldo Jabor resolveu nadar contra a corrente e defender as touradas na Espanha, criticando a decisão ética da Catalunha de proibir esse barbarismo em sua região.

Ele começa sua fala se desculpando aos membros da proteção e defesa animal, e segue em tom debochado afirmando que “ama” as touradas.

Jabor utiliza os mesmos argumentos das forças conservadoras e corruptas que vivem de subsídio da União Europeia que têm interesse em manter esse derramamento de sangue: ele afirma que gosta das touradas, pois seriam um mito nacional espanhol, e que a decisão pela proibição teria sido apenas uma estratégia tola ou uma mera conveniência política.

Jabor esqueceu de fazer seu dever de casa ao escrever a coluna. Ele disse, por exemplo, que tanto o toureiro quanto o touro correm risco de morte. Mentira. Os touros são dopados e mantidos no escuro antes de entrar na arena. Eles não têm chance contra o toureiro; o jogo é armado contra eles. Além do mais, nos raros casos quando o toureiro é ferido, os paramédicos correm para salvar sua vida.

Jabor diz, também, que tourada é arte. Uma arte baseada na violência? Já pensou se o cinema precisasse fazer uma guerra real para produzir filmes sobre guerra? Arte tem a ver com imaginação, consciência e não com exibições kitsch de falocentrismo e violência.

Outro erro de raciocínio que Jabor faz em defesa das touradas ocorre ao afirmar que quem come carne não pode ser contra esse barbarismo. Esse é um recurso típico de quem pretende calar qualquer manifestação a favor dos animais e justificar uma violência com outra. Ele ignora o fato de que muitas pessoas que são contra touradas são veganas. Quem consome carne e é contra touradas não está sendo hipócrita, apenas incoerente. Não existe paralelo entre os mecanismos de condicionamento cultural que induzem as pessoas a comer carne e a escolha que um indivíduo faz de ir a uma arena assistir ao assassinato de um animal. São duas violências distintas.

A tourada nada mais é do que uma demonstração do fascismo humano sobre os animais não humanos. Não é à toa que Franco adorava touradas e via nela um elemento-chave da identidade do seu reino de terror. A Catalunha fez a coisa certa ao excluir essa violência do seu território, historicamente muito mais de vanguarda do que o resto da Espanha. Se foi por motivos de compaixão ou por proteção de sua identidade cultural, não importa. As vitórias de direitos civis em geral foram ganhas por motivação econômica e social, e não porque a humanidade é ‘boazinha’. O importante é o efeito prático da decisão, que será uma realidade de menos animais assassinatos nas arenas da Espanha.

Mais uma vez, parabéns à Catalunha pelo exemplo dado ao resto da ‘mãe Espanha’, como Jabor diz. Uma boa mãe trata bem seus filhos, inclusive os não humanos."
 
Ouça a declaração aqui.
 
 
Por Alex Peguinelli 

1 de agosto de 2010

Entenda mais sobre o Veganismo





O veganismo, filosofia que tem por objetivo ético a não utilização de produtos de origem animal, vem aderindo cada vez mais adeptos. Atualmente, estima-se que cerca de 5% de brasileiros, em torno de 7,6 milhões de pessoas, seja vegetariana. De acordo com o Instituo Ipsos Brasil, 28% da população brasileira tem buscado consumir menos carne.


Há dois anos, a publicitária Milena Pacheco tornou-se vegana. Ela explica que além de carnes, os veganos excluem ovos, leite, e qualquer produto de procedência animal da alimentação, como gelatinas e mel. “O veganismo vai além da dieta e atua no boicote a eventos ou produtos de empresas que causam a morte ou o sofrimento animal, como peças de vestuários que contenham peles, incluindo couro e camurça, ou outros materiais provenientes de animais, como marfim e lã”, fala.

O veganismo não incentiva nenhuma forma de escravidão animal. Os veganos, também, não passam mais a freqüentar zoológicos e deixam de comprar bichos de estimação e produtos testados em animais, incluindo remédios, cosméticos e artigos de limpeza.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima que, por semana, dois mil brasileiros se tornam vegetarianos. Apesar do número de adeptos a esta filosofia estar em ascensão, os veganos são considerados por muitos como radicais e ainda sofrem preconceitos. “A maioria das pessoas não entende, faz piada e nos acha diferentes dos outros”, comenta Milena.

Mesmo após adotar o vegetarianismo algumas pessoas voltam a consumir carne e seus derivados por diversos motivos. A psicóloga Francine Guerra de Luna diz que optou por virar vegetariana com o objetivo de evitar o sofrimento e morte de animais. “Acredito que quando nos alimentamos deles, também ingerimos seu sofrimento. A prática da Raja Yoga foi outro fator importante para a tomada dessa decisão, pois a digestão da carne é lenta e exige grande gasto energético que poderia ser melhor direcionado para a meditação”, explica.

Mas ela voltou a comer carne durante a sua gravidez. “Quando engravidei o meu obstetra disse que eu poderia continuar vegetariana, mas corria o risco de desenvolver um acretismo placentário, caracterizada como implantação da placenta no segmento inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente o orifício cervical. Em condições normais da gestação, a placenta é implantada no segmento superior do útero. Neste momento fiquei com medo de prejudicar a gestação e o mito da falta de nutrientes para uma dieta vegetariana falou mais alto”.

Aos interessados no veganismo, Milena dá algumas dicas: “Buscar informações com quem já conhece o assunto é sempre uma forma mais fácil, rápida e segura, e se a pessoa mora na mesma cidade que você, pode te passar várias dicas de locais para comer ou comprar produtos naturais/vegetais.

A técnica em Nutrição e Dietética, Gabriela Mantovani Guerra explica que o vegetariano deve ter muito cuidado com sua alimentação e variedade no consumo dos alimentos. “É preciso procurar ingerir aqueles que são fontes de vitaminas, minerais e outras de proteínas, principalmente de alto valor biológico, ou seja, que contenham todos os aminoácidos que o organismo não produz e necessita para um bom desenvolvimento”.

Estas proteínas, de acordo com Gabriela, podem ser encontradas na combinação de cereais com leguminosas, como arroz com feijão, ou soja e seus derivados, como leite de soja, tofu e proteína texturizada de soja, comenta.

Há também uma vitamina encontrada apenas em alimentos de origem animal, a B12, importantíssima para o bom funcionamento do código genético, para todas as células do organismo, especialmente as do trato gastrointestinal, tecido nervoso e medula óssea na maturação de células sanguíneas. “O vegetariano deve ficar atento a isso, fazer acompanhamento médico ou nutricional com exames de sangue e se necessário a reposição desta vitamina por injeção ou comprimido, alerta a técnica.

O mineral ferro, deve ser obtido em alimentos de cor verde-escuro juntamente com a ingestão de fontes de vitamina C, os cítricos como: laranja, acerola, limão e morango para proporcionar maior absorção e aproveitamento pelo organismo. “Independente de seu hábito alimentar ou filosofia de vida, o segredo de uma alimentação saudável é o equilíbrio e a diversidade dos alimentos”, esclarece Gagriela.

Fonte: http://vista-se.com.br/redesocial/entenda-mais-sobre-o-veganismo/

Por Alex Peguinelli