Por Willian Santos
18 de novembro de 2011
17 de novembro de 2011
#LeiLobo: Campanha na internet pede maior punição contra maus-tratos aos animais
A morte do rottweiler Lobo em Piracicaba (160 km de São Paulo) depois de ser arrastado pelo carro do tutor gerou indignação em todos que atuam na defesa dos direitos animais. Diante do terrível fato, a redação da ANDA publicou uma nota chamando a atenção da sociedade sobre a urgência em exigir mudanças radicais nas punições de crimes cometidos contra todos os animais . “As leis brasileiras em geral são brandas para com os criminosos, mais ainda quando os crimes são contra animais, sejam domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos. Isto precisa mudar. Que este caso motive as autoridades, a sociedade, os defensores de animais a darem um basta nas penas brandas aos que cometem crimes crueis contra os animais.”.
A ANDA propôs ainda uma campanha no Twitter (#LeiLobo) para pedir maior punição contra maus tratos aos animais. Internautas conscientes e sensibilizados organizaram um tuitaço às 17h desta quarta-feira (16/11) e colocaram o assunto no Trending Topics do Brasil. Durante horas a hashtag “#LeiLobo” ficou entre os três temas mais comentados na rede social.
A campanha, lançada primeiramente no Twitter, é um ato pacífico e de caráter mobilizador e estimulou a criação de um abaixo assinado. Participante da campanha, como tantas outras impulsionadas pela ANDA, o ator Marcelo Médici ajudou a divulgar o abaixo-assinado em sua rede social. Segundo ele, é uma forma de mostrar aos políticos que a sociedade se importa com o assunto. “Você tem que retuitar, tem que divulgar, porque senão o assunto fica obscuro”, disse.
Ator Marcelo Médici e sua cadelinha; ator participa de campanha que pede maior punição a maus-tratos em animais. Foto: Arquivo pessoal
A atriz Lúcia Veríssimo, uma grande defensora dos animais e também apoiadora da ANDA, indignada com o caso, retuitou várias vezes durante o dia de ontem a notícia sobre a morte do Lobo.
O cachorro foi arrastado preso ao carro do tutor por vários quarteirões, no último dia 2, em Piracicaba.Ele chegou a ter uma das patas dianteiras amputadas e ficou internado em uma clínica sob os cuidados da ONG Vira-Lata Vira-Vida.
Em nota divulgada em seu site, a ONG afirma que Lobo morreu por “complicações no quadro clínico”. A Vira-Lata Vira-Vida informou ainda que não há data prevista para o enterro e que o corpo do cachorro ficará no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) até determinação da Justiça.
O Caso
Segundo duas testemunhas ouvidas pelo delegado Wilson Sabino, o cachorro estava preso por uma corda ao carro do tutor, o mecânico Claudio César Messias, quando foi arrastado. Avisado, Messias disse que iria “acabar de matar” o animal, mas, após reação de moradores da região, deixou o local.
Rottweiler Lobo morreu dias após após ser arrastado pelo dono em Piracicaba (SP). Foto: Miriam Miranda/Divulgação
Multa
A Polícia Ambiental de Piracicaba aplicou no último dia 9 uma multa de R$ 1.500 a Cláudio Messias.
Segundo o sargento da Polícia Ambiental Domingos Bertuolo, a autuação por mutilação de animal doméstico teve como base um laudo veterinário. “Não avaliamos a culpa dele. O que importa é que houve um resultado mutilador no animal, que sempre deve ser evitado pelo proprietário”, afirmou.
O advogado de Messias disse que irá recorrer da multa –por não ser adequada aos rendimentos do mecânico– e que seu cliente está passando por um linchamento público. “Ele já foi dado como criminoso antes mesmo de ser ouvido. Somos favoráveis a se apurar o que aconteceu, mas ele não teve oportunidade de se defender”, disse Silvestre.
Com informações da Folha
Fonte (Redação da ANDA)
Por Nathalia Mota
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16 de novembro de 2011
WSPA - Protetores ou matadores de animais?

WSPA ensina matar animais com menos dor
A recompensa para os vitoriosos consiste em uma viagem à Inglaterra, onde visitarão, durante uma semana, a fazenda-modelo da organização em parceria com a FAI (Food Animal Initiative) em Oxford, conhecerão a sede da WSPA Internacional em Londres, e encontrarão pessoalmente renomados especialistas na área de Bem-Estar Animal.
A Gerente de Campanhas da WSPA Brasil Ingrid Eder, há cinco anos à frente do Prêmio, comemora os resultados alcançados até hoje através do concurso: "Ficamos muito felizes por termos contribuído para o aprendizado de quase dois mil alunos que participaram do concurso até hoje. O bem-estar dos animais de produção é um tema cada vez mais em evidência, e é necessário abordar o assunto na formação dos futuros profissionais da área", afirmou ela.
Segundo a professora-orientadora do grupo vencedor Andrea Roberto, o envolvimento da equipe no Prêmio WSPA rendeu frutos para a faculdade como um todo: "Os resultados foram além do que esperávamos. Fundamos um grupo de estudos sobre Bem-Estar Animal, alguns dos componentes pretendem fazer Iniciação Científica sobre o assunto, e até mesmo professores de outras áreas querem se envolver com Bem-Estar Animal. Há também um projeto de implantarmos um Curso de Extensão em Bem-Estar Animal na faculdade já para o próximo ano", contou a professora.
Todas as provas eram relacionadas a conceitos de bem-estar animal baseados nas evidências científicas mais atualizadas, e visavam estimular o conhecimento dos alunos. Além dos primeiros colocados,os grupos "Unifeob2011", da Fundação de Ensino Octávio Bastos - UNIFEOB (SP), e o "Geração BEA", do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (Campus Concórdia, SC), alcançaram, respectivamente, o segundo e terceiro lugar do Prêmio e serão contemplados com vales-livro no valor de R$1000 (2º lugar) e R$500 (3º lugar).
Eles também receberão, juntamente com os primeiros colocados, um conjunto completo do curso "Conceitos em Bem-Estar Animal" da WSPA, o documentário "Animais, Seres Sencientes" e um Certificado de Premiação.
Para mais informações, entre em contato com Izabela Bringel: 21 3820 8216 izabelabringel@wspabr.org ou acesse www.wspabrasil.org
http://www.suinoculturaindustrial.com.br/PortalGessulli/WebSite/Noticias/curso-do-wspa,20111111074052_Q_528,20081118093820_E_542.aspx
Por Janaína Camoleze
13 de novembro de 2011
Cientista cria carne em laboratório para consumo humano
Cientistas tentam criar formas de atender à demanda de consumo de carne mundial com a produção de similares criados de forma artificial.
A carne de laboratório é fresca e não vem de um animal vivo, mas é diferente de imitações e de substitutos do produto natural --como é o caso das proteínas vegetais feitas de soja.
Ele espera apresentar o produto em breve. "Acredito que possa fazer isso ainda neste ano", disse Post em entrevista por telefone à agência de notícias Reuters.
A técnica do biólogo utiliza células-tronco retiradas de pedaços de carne que depois são alimentadas com um coquetel de açúcares, aminoácidos, lipídios, minerais e outros nutrientes.
Post já obteve uma tira de músculo de cerca de 2,5 cm. Ela é sem cor, uma vez que não há sangue envolvido no processo de produção, e poderia formar, com várias camadas, uma carne de hambúrguer, acredita o pesquisador.
Segundo a Organização de Saúde Mundial, a produção de carne deve aumentar de 218 milhões de toneladas (1997-1999) para 376 milhões de toneladas até 2020.
Fonte
Por Alex Peguinelli
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11 de novembro de 2011
Carne, Osso: animais humanos em frigoríficos
Para os membros de nossa sociedade preocupados com as condições de vida dos animais não humanos, fica a necessidade de enxergar esta situação calamitosa em um contexto mais amplo de vida urbana e industrializada, onde, independentemente da espécie – e do reino – tudo vira matéria-prima, peça em sistemas produtivos cujo valor se pauta pela produtividade. Isto, certamente, revela os limites do veganismo como apenas uma variação do consumo, escancarando a necessidade de transformações estruturais em nosso modo de vida, nossa relação com o resto da natureza. Inclusive, é necessário encarar com coragem, o modo de produção de nossos vegetais.
Em época de tanta discussão sobre os gargalos de nossa Previdência Social, vale trazer o dado apontado pelo filme de que mesmo com a contribuição de 3% do salário dos trabalhadores (por serem as indústrias frigoríficas consideradas de alta periculosidade), ainda assim o Estado arca com mais R$ 7 bilhões direcionados aos trabalhadores adoentados e inutilizados por seus trabalhos nestas linhas de produção, dado o enorme número de pessoas nessas condições.
Nosso país se orgulha de possuir o maior rebanho bovino do mundo, ser o maior exportador de proteína animal e possuir a maior das indústrias frigoríficas. Um setor econômico alardeado como fundamental para o tal desenvolvimento da pátria. Seria de grande valor, antes de festejos impensados, checar o que estes dados significam para a vida de todos os envolvidos nestes processos produtivos, humanos e não-humanos. Festeja-se a industrialização da vida, a institucionalização da tortura, a transformação de processos vitais em linhas de produção cada vez mais aceleradas, fornecendo carnes e seus subprodutos industrializados em cada vez maior quantidade, maior variedade, maior facilidade para o consumo cada vez mais rápido pela acelerada população.
Por Willian Santos
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