7 de abril de 2013

Sobre a Friboi, o Toni Ramos, "abate humanitário", e outros grandes equívocos humanos.



Texto retirado da página do Facebook: "Abolição da Escravidão Animal"

"A "inocente" face do terror
“A JBS TEM como missão ser a melhor em tudo o que se propõe a fazer”, diz a página da “maior empresa em processamento de proteína animal do mundo”. No entanto, será o crime uma missão da JBS Friboi? Esse é o questionamento que se faz a essa empresa que recebeu R$ 10 bilhões de dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). São contundentes relatos de funcionários vitimados pela superexploração, o ritmo intenso de trabalho e as longas e extenuantes jornadas que multiplicam os acidentes de trabalho com lesões e mutilações.
Essa reportagem acerca da JBS-Friboi, cuja “nobre missão” é a de produzir proteína animal, ilustra a mentalidade desses empresários da morte.

Alvo de centenas de reportagens negativas em todas as mídias a JBS Friboi achou por bem contra-atacar e o fez em grande estilo. Usou a receita costumeira. Uma grande agência de publicidade, um ator global, até então com credibilidade, divulgação nas grandes redes de comunicação, e voila., está pronta a asséptica campanha publicitária.
O foco da propaganda é justamente vender a idéia de que nos frigoríficos da empresa, funcionários de vestes imaculadamente brancas e higienizadas, desempenham alegremente suas funções. de processar cadáveres..

O Toni Ramos desempenha com propriedade seu papel de porta-voz da holding., cuja atiividade é assassinar de forma brutal criaturas inocentes.
O comercial começa com o locutor dizendo: “Carne Friboi. Sua melhor escolha”. Na sequência, Tony Ramos fala das qualidades da carne e encerra sua participação dizendo: “É a carne em que você e sua família podem confiar”. E complementa: “Peça Friboi, carne confiável tem nome”.

Nojo é palavra que define tudo. Nojo da JBS Friboi, nojo desse ator que se presta ao deprimente papel de colaborar com essa farsa; nojo das emissoras que veiculam esses comerciais; nojo dessa hipocrisia robótica que aceita a carne desde que o abate seja "humanitário", como se o valor maior não fosse e a vida e sim o modo como os animais são mortos.

Frigorífico é um estabelecimento que não pode ser mostrado por inteiro, sob o risco de desencadear uma catarse. Pouquissimos suportam in loco ou mesmo por imagens, a visão do abate cruento dessas vítimas inocentes.

O chamado abate humanitário é uma falácia. Nada mais é que uma solução legal e tecnológica que visa mais aplacar nossa consciência que propriamente diminuir o sofrimento desses animais em seus momentos derradeiros.

Essas pobres criaturas são despojadas de tudo que é inerente aos seres sencientes, Tiramos sua liberdade, suas crias e seu bem estar. E num derradeiro exercício de loucura, ceifamos suas vidas de modo brutal e impiedoso .
A parte mais horrenda dessa execrável atiividade jamais será exibida na televisão, salvo de modo esporádico e em formato de reportagens E ainda assim com pruridos, pois são imagens aterradoras demais para serem digeridas.

"Orgulhem-se" brasileiros, temos o maior rebanho bovino e o maior frigorífico do mundo, o que nos coloca no topo quando o tema é o extermínio sistemático de animais. E assim será enquanto ganância e indiferença forem maiores que o amor e a compaixão.

Servilio Branco
0AB/SP 119218
brancolex@hotmail.com

Texto retirado da página do Facebook: Abolição da Escravidão Animal"


Por Nathalia Mota

5 de abril de 2013

Harvard retira laticínios da dieta saudável


 


Harvard School of Public Health enviou uma mensagem forte e directa ao USDA (Departamento da Agricultura dos Estados Unidos) e aos alegados especialistas do mundo inteiro com o lançamento do seu guia Healthy Eating Plate (Dieta Saudável) em resposta ao novo guia de saúde e nutricionismo da USDA que veio substituir a pirâmide dos alimentos.
Os investigadores da Harvard referiram ainda que os altos níveis de gordura saturada na maioria dos lacticínios e os componentes químicos da sua produção os tornam um alimento a evitar devendo ser substituídos por  legumes verdes (nomeadamente couve, repolho, bróculos, etc), soja enriquecida e grãos de várias espécies para se obter o cálcio necessário e de qualidade.



Recentemente tivemos um polémico artigo sobre a necessidade de evitar o leite que movimentou a opinião pública dividindo-a entre puristas de ambos os lados e leitores que pretendem receber informação que lhes é negada. Esta intervenção importante de Harvard vem confirmar o artigo e trazer a opinião iluminada de uma das mais respeitadas universidades investigadoras do mundo.



Trata-se de vencer a pressão dos lobbies das grandes empresas que controlam há demasiados anos o destino da saúde american e mundial através de instituições alegadamente isentas como a USDA, mostrando-lhes o que de facto é a saúde.


Os especialistas de nutrição e investigadores de Harvard que o guia alimentar da universidade está baseado numa nutrição sã investigada ao pormenor e mais importante ainda, livre da pressão de lobbies e grupos industriais. A maior evidência disso é a total ausência de lacticínios no seu novo guia para uma dieta saudável devido ao facto de «um consumo alto destes alimentos [lacticínios] aumentar significativamente o cancro da próstata e dos ovários».
Os nossos parabéns pela coragem de Harvard em provar que se deve aumentar o consumo de vegetais e frutas em detrimento de alimentos manipulados pelas grandes corporações que nos querem fazer acreditar que são essenciais à vida. 
Fonte: Harvard (links no texto)

27 de março de 2013

Todos os seres que sentem dor merecem direitos humanos



Tradução de Luiz F. M. Candido (em colaboração para a ANDA)
A palavra especismo me ocorreu enquanto estava deitado numa banheira em Oxford há 35 anos atrás[1]. Era como racismo ou sexismo – um preconceito baseado sobre diferenças físicas moralmente irrelevantes. Desde Darwin nós sabemos que nós somos animais humanos ligados a todos os outros animais através da evolução; como, então, nós podemos justificar nossa quase total opressão sobre todas as outras espécies? Todas as espécies animais podem sofrer dor e aflição. Animais gritam e se contorcem como nós; seus sistemas nervosos são similares e contêm as mesmas substâncias bioquímicas que nós sabemos que estão associadas à experiência de dor em nós mesmos[2].
Nossa preocupação com a dor e o sofrimento dos outros deveria ser estendida a qualquer “dorente”[3] [painient] – sensibilidade à dor – sendo independente de seu sexo, classe, raça, religião, nacionalidade ou espécie. De fato, se alienígenas vindos do espaço forem dorentes, ou se nós alguma vez fabricarmos máquinas que sejam dorentes, então nós devemos ampliar o círculo moral para incluí-los. A dorência é a única base convincente para a atribuição de direitos, ou, de fato, interesses a outros.
Muitas outras qualidades, tais como “valor inerente”, têm sido sugeridas. Mas valor não existe na ausência de consciência ou de consciência potencial. Então, pedras, rios e casas não têm interesses e nem direitos próprios. Isto não quer dizer que eles não tenham valor para nós, e para muitos outros dorentes, incluindo aqueles que precisam deles como habitats e que sofreriam sem eles.
Muitos princípios morais e ideais foram propostos ao longo dos séculos – justiça, liberdade, igualdade, fraternidade, por exemplo. Mas esses são meros trampolins para o bem supremo, que é a felicidade; e felicidade se torna fácil através da libertação de todas as formas de dor e sofrimento (usando as palavras “dor” e “sofrimento” de forma intercambiável). De fato, se você pensar sobre isso cuidadosamente você pode ver que a razão porque aqueles outros ideais são considerados importantes é que as pessoas acreditaram que eles são essenciais para o banimento do sofrimento. Na verdade, eles às vezes têm esse resultado, mas nem sempre.
Por que enfatizar dor e outras formas de sofrimento em vez de prazer e felicidade? Uma resposta é que a dor é muito mais poderosa que o prazer. Você não preferiria evitar uma hora de tortura a ganhar uma hora de felicidade? A dor é o único e verdadeiro mal. E quanto ao masoquista? A resposta é que a dor lhe dá prazer, que é maior que sua dor!
Um dos princípios importantes da dorência [painism] (o nome que dou a minha abordagem moral) é que devemos nos concentrar sobre o indivíduo porque é o indivíduo – não a raça, a nação ou a espécie – que faz o sofrimento real. Por esta razão, as dores e os prazeres de várias pessoas não podem significativamente ser agregados, como ocorre no utilitarismo e outras teorias morais. Um dos problemas com a visão utilitarista é que, por exemplo, o sofrimento de uma vítima de estupro de uma gangue pode ser justificado se o estupro dá uma maior soma total de prazer aos estupradores. Mas a consciência, seguramente, é delimitada pelas fronteiras do indivíduo. Minha dor e a dor dos outros estão então em categorias separadas; você não pode adicionar ou subtraí-las de um e de outro. Elas são mundos separados.
Sem experimentar diretamente dores e prazeres eles não estão realmente lá – nós estamos contando apenas suas cascas. Assim, por exemplo, causando 100 unidades de dor em um indivíduo é, eu diria, muito pior do que infligir uma única unidade de dor em mil ou um milhão de indivíduos, apesar de o total de dor no primeiro caso ser muito maior. Em qualquer situação nós deveríamos, portanto, nos preocupar primeiramente com a dor do indivíduo que é o máximo sofredor. Não importa, moralmente falando, quem ou o que o sofredor máximo é – se humano, não humano ou máquina. Dor é dor independentemente de seu hospedeiro.
É claro que cada espécie é diferente em suas necessidades e em suas reações. O que é doloroso para alguns não é necessariamente assim para outros. Então nós podemos tratar diferentes espécies diferentemente, mas deveríamos tratar o sofrimento igual sempre igualmente. No caso dos não humanos, nós os vemos impiedosamente explorados em fazendas industriais, em laboratórios e na natureza. Uma baleia pode levar 20 minutos para morrer após ser arpoada. Um lince pode sofrer por uma semana com sua perna quebrada em uma armadilha dentada de aço. Uma galinha de bateria vive toda sua vida incapaz até mesmo de esticar suas asas. Um animal em um teste de toxicidade, envenenado com um produto doméstico, pode permanecer em agonia por horas ou dias antes de morrer.
Estes são grandes abusos causando grande sofrimento. No entanto, eles ainda são justificados sobre a base que esses dorentes não são das mesmas espécies que nós mesmos. É quase como se algumas pessoas não tenham ouvido falar de Darwin! Nós tratamos os outros animais não como semelhantes, mas como coisas insensíveis. Nós não sonharíamos em tratar nossos bebês, ou adultos mentalmente deficientes, dessa maneira – mesmo que esses humanos sejam às vezes menos inteligentes e menos hábeis para comunicar conosco do que são alguns não humanos explorados.
A verdade simples é que nós exploramos os outros animais e lhes causamos sofrimento porque nós somos mais poderosos que eles. Isso quer dizer que se aqueles alienígenas anteriormente mencionados desembarcarem na Terra e se tornarem mais poderosos do que nós, gostaríamos que eles – sem discussão – perseguissem-nos e matassem-nos por esporte, fizessem experiências conosco ou nos criassem em fazendas industriais e transformassem-nos em saborosos hambúrgueres? Deveríamos aceitar sua explicação de que fazer todas essas coisas seria perfeitamente moral para eles porque nós não éramos de sua espécie?
Basicamente, tudo se resume à lógica fria. Se nós nos direcionamos para nos preocuparmos com o sofrimento de outros seres humanos então logicamente nós deveríamos nos preocuparmos com o sofrimento de não humanos também. É o explorador cruel dos animais, e não o protetor dos animais, que está sendo irracional. Mostrando uma tendência sentimental para colocar sua própria espécie em um pedestal. Todos nós, graças a Deus, sentimos uma faísca natural de simpatia pelos sofrimentos dos outros. Precisamos pegar essa faísca e transformá-la num fogo de compaixão racional e universal.
 Tudo isso tem implicações, é claro. Se nós gradualmente levarmos os não humanos ao mesmo círculo moral e legal como a nós mesmos, então nós não seremos capazes de explorá-los como nossos escravos. Muito progresso tem sido feito com a sensível nova legislação Europeia nas décadas recentes, mas há ainda um longuíssimo caminho a percorrer. O reconhecimento internacional do estatuto moral dos animais está muito defasado. Há vários tratados de conservação, mas nada no nível das Nações Unidas, por exemplo, que reconheça os direitos, interesses ou bem estar dos próprios animais. Isso deve, e eu acredito que vai, mudar.

*Texto original de Richard Ryder, publicado na página do The Guardian em 2005.
Por Nathalia Mota

24 de março de 2013

Em nova campanha publicitária, salsicha falante dá conselhos sobre os problemas do fast food

Para chamar a atenção para os problemas do fast food, ONG usa salsicha falante em 3D


A ONG Mercy For Animals (Compaixão pelos Animais) acaba de lançar uma nova campanha, intitulada “Mad Sausage” (Salsicha Aborrecida, em tradução livre). No filme de um minuto e meio, um jovem pede uma salsicha com catchup em uma lanchonete.
Com a roupa amassada e a gravata mal colocada, a impressão que se tem é que a cena se passa de madrugada, após um longo e cansativo dia de trabalho. A placa “Open 24 Hours” (Aberto 24 Horas) ajuda a ambientar o filme. Ao que parece, o rapaz sofre uma espécie de alucinação em que a salsicha começa a contar a ele de onde ela vem e como ela chegou ali.
O filme é assinado pelo diretor e roteirista Louis van Zwol e foi produzido pela empresa Erika Vocking Productions. O ator é o holandês Tobias Nierop, que já participou de algumas séries e filmes em seu país. Alex Doss é o responsável pela impressionante caracterização e animação da salsicha em 3D.





Fonte
Por Nathalia Mota

23 de março de 2013

Documentário: A Engrenagem




Vegano(a) é a pessoa que pratica o veganismo, não contribuindo para o sofrimento dos animais, seja para alimentação, vestuário, entretenimento ou qualquer outra atividade que possa envolver exploração animal.

Saiba mais em http://www.sejavegano.com.br/

Por Nathalia Mota