8 de novembro de 2010

5° Semana Vegetariana na Unicamp



O V.I.D.A. participou da 5° Semana Vegetariana da Unicamp (Campinas - SP), entre os dias 03 e 05 de Novembro. Falamos um pouquinho sobre nosso trabalho no interior do Estado em um evento muito bacana que reuniu vegetarianos, veganos e onívoros de Campinas e região.

O evento contou com diferentes palestras, exibição de documentários e filmes, oficinas variadas, pic nic, um jantar e uma feijoada veg.
 







Gostaríamos de agradecer aos organizadores do evento e a todo mundo que esteve presente lutando pela Libertação Animal.





Por Alex Peguinelli

4 de novembro de 2010

São Francisco, nos EUA, proíbe McLanche Feliz

  
A cidade de São Francisco, na Califórnia, proibiu restaurantes e lanchonetes de darem brinquedos junto com comidas que tenham muitas calorias, gordura ou açúcares, conforme decisão do conselho de supervisores do município.

São Francisco é a primeira cidade dos Estados Unidos a tomar uma decisão tão "drástica".
O objetivo da medida é combater a obesidade infantil, um problema crescente nas cidades americanas. Brindes e brinquedos só poderão acompanhar refeições se a comida e a bebida juntas tiverem menos de 600 calorias e menos de 35% disso vier de gordura.

A lei, aprovada por 8 votos a 3, foi patrocinada pelo supervisor Eric Mar. Ele contou que ficou horrorizado com a coleção de brinquedos de sua filha e imaginou a medida como uma maneira de dar um golpe na cadeia de lanchonetes que vende fast-food salgada e gordurosa.

O McDonalds, dono do McLanche Feliz – um lanche direcionado para crianças que inclui hamburger, batata frita, refrigerante e brinquedo – afirma que o conselho está fora de sintonia na questão da obesidade infantil e tratou  a lei como um equívoco: "Não é o que querem nossos clientes", disse Danya Proud, porta-voz da empresa, em comunicado. "Também não é algo que eles tenham pedido."

Epidemia de obesidade — São Francisco não é a primeira cidade a proibir tais brindes. O condado de Santa Clara, no sul da Califórnia, fez a mesma coisa em abril.

Mas o Conselho de São Francisco, que tem uma relação complicada com o prefeito Gavin Newson, disse que a decisão foi apoiada em alguns "fatos infelizes". Isso inclui uma descoberta recente de que quase 30% dos moradores da cidade que cursam a quinta série estão com sobrepeso. 



Em comunicado bem humorado em seu Twitter oficial, o McDonalds Brasil lamentou a proibição do McLanche Feliz em São Francisco, nos EUA:



Fonte1  , Fonte2 e Fonte3

Por Nathalia Mota

Libertação Animal, Humana e Ambiental: fazendo as conexões


Quando uma entidade de defesa dos animais é acionada, seja pela imprensa, pelo poder público ou pelos cidadãos, apenas em função de casos que envolvam problemas com animais “de companhia”, é preciso parar e refletir sobre o que isso significa e quais as suas consequências.

Entendemos que há um grande equívoco quando somente os “pets” são motivo de preocupação por parte da sociedade e, mais ainda, quando somente eles ocupam as ações para as quais as entidades de defesa dos animais se voltam. Este comportamento reflete uma visão superficial de Defesa dos Direitos Animais, significando que o restante dos animais – que não os “pets” – não merecem ser considerados com a mesma atenção.

Se militantes defensores dos animais já reconhecem que este é somente um ínfimo ponto (nem por isso desconsiderado) diante do holocausto animal, a angústia é inevitável, pois entende-se que este recorte tem origem no especismo eletivo. O conceito de especismo, desdobrado em eletivo e elitista por Sonia Felipe , tem contribuído decisivamente para as reflexões sobre que tipo de “defesa animal” queremos fazer. O especismo elitista é o hegemônico em nossas sociedades, que coloca todas as espécies como servas da espécie humana, gerando as mais variadas formas de violência institucionalizada.

Já o especismo eletivo ou afetivo escolhe uma ou mais espécies como dignas de proteção, de acordo com sua predileção ou “função”, sendo, portanto, a base de criação e manutenção da maioria do grupos de defensores dos animais e do ambiente. Animais como cães, gatos e cavalos, na condição de “domésticos” ou as baleias, onças e macacos, como “silvestres”, são recortes oriundos de uma base especista eletiva.
Como salienta Sonia Felipe, “passamos a defender os animais escolhendo os que julgamos mais adequados à expressão de nossa necessidade afetiva, estética, econômica, etc. Elegemos, então certos animais, de acordo com nossa predileção. (…) Não fugimos, desse modo, nem do antropocentrismo, nem do especismo.”

Muitas entidades de defesa dos animais surgem unicamente em função deste problema específico, porém algumas delas passaram a olhar também para os demais cantos escondidos da sociedade, identificando a realidade terrível dos animais que são convertidos não somente em “pets”, mas também em produtos desejáveis, servindo de comida, vestimenta, cobaias, usados como artistas para entretenimento humano em espetáculos e competições, bem como outros instrumentos para uso e deleite dos humanos.

Este é um ponto de avanço e amadurecimento: a superação do especismo eletivo dentro do Movimento de Defesa dos Direitos Animais. Mas não é o suficiente, pois resta fazer a conexão entre exploração animal, humana e ambiental. Enfim, resta praticar o que tanto se ouve falar: a defesa dos direitos de todas as formas de vida. E mais, identificar o inimigo comum: o sistema capitalista. Este inimigo, para sobreviver, precisa priorizar a obtenção do lucro de poucos em função da exploração de muitos, sejam eles humanos ou não. Sem desigualdade este sistema morre.

Para que o movimento de defesa animal supere estigmas historicamente arraigados em nossa sociedade, faz-se necessária a discussão sobre as origens históricas deste processo de naturalização da desigualdade, da exclusão, da discriminação e da violência. Não há como conciliar a Ética Biocêntrica, base de militância em defesa da vida, com o capitalismo.

A problemática animal, humana e ambiental precisa ser identificada como uma só, fruto de um modelo de produção e consumo calcado em exploração e competição, sendo impossível que esta lógica traga avanços para uma sociedade ética, sustentável, livre, justa e solidária para todas os seres que compartilham conosco este Planeta.

Há uma longa caminhada para que possamos implantar a tão desejada convivência harmoniosa, pacífica e equilibrada entre todos os seres, já que nem o socialismo – proposta de superação do capitalismo – conseguiu (ainda) incorporar a Ética Biocêntrica em sua base de luta.

Fonte - Rosana Gnipper e Andresa Jacobs


Por Nathalia Mota

2 de novembro de 2010

Você sabe o que é caviar?


Caviar é um alimento (será?) que consiste em ovas de esturjão não-fertilizadas salgadas, sem qualquer outro tipo de aditivo, corante ou preservante.
 
A produção desta iguaria:

 Fonte

Por Nathália Mota

1 de novembro de 2010

1° de Novembro - Dia Mundial Vegano e Aniversário do V.I.D.A.




No dia 01 de novembro comemoramos o Dia Mundial Vegano . Mas hoje, também é aniversário do Coletivo V.I.D.A.! Apesar de termos apenas um ano, já sabemos o quanto esse movimento é importante para conscientizar a todos sobre o veganismo e as infinidades de melhorias que ele nos trás.

A adoção do veganismo se deve ao reconhecimento de que o uso de produtos de origem animal por seres humanos acarreta, necessariamente, danos aos animais não-humanos. Alguns adotam o veganismo como uma forma de protesto contra abusos flagrantes do manejo de animais em escala industrial; outros, por objeção ética a todo e qualquer uso de animais não-humanos por seres humanos, vista como uma violação dos interesses básicos destes animais não-humanos. Mas a maioria adota o veganismo por esses dois motivos e mais todas as questões de saúde, meio ambiente, etc.

Muito obrigado a todos que ajudam os animais, seja através do V.I.D.A., seja por outros movimentos.
Parabéns a todos os ativistas, que lutam não só por uma causa, mas por vidas!!




O que é Veganismo?






A Ideologia Vegana:

Veganismo é uma ideologia baseada nos direitos animais que obviamente pressupõe uma alimentação estritamente vegetariana. A ideologia vegana boicota qualquer produto de origem animal (alimentar ou não), além de produtos que tenham sido testados em animais ou que incluam qualquer forma possível de exploração animal nos seus ingredientes ou processos de manufatura.
Para o vegano cada animal é um ser senciente dono de sua própria vida, tendo assim o direito de não ser tratado como propriedade (enfeite, entretenimento, comida, cobaia, mercadoria, etc).

No vestuário, os materiais de origem animal como pele,couro, lã, seda, camurça ou adornos de pérolas, plumas, penas, ossos, pêlos, marfim, etc) são preteridos, pois implicam a morte e/ou exploração dos animais que lhes deram origem. Veganos se vestem de tecidos de origem vegetal (algodão, linho, etc) ou sintéticos (poliéster, etc).

Na alimentação são vegetarianos estritos, ou seja, excluem da sua dieta carnes, gelatina, laticínios, ovos, mel e demais alimentos de origem animal. Consomem basicamente cereais, frutas, legumes, vegetais, hortaliças, algas, cogumelos e qualquer produto, industrializado ou não, desde que não contenha nenhum ingrediente de origem animal.

Evitam o uso de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais. Alguns optam pela fitoterapia, homeopatia ou qualquer tratamento alternativo.
Veganos defendem o surgimento de alternativas para experiências laboratoriais, como testes in vitro, cultura de tecidos e modelos computacionais.
São divulgadas entre a comunidade vegana listas de marcas e empresas de cosméticos e produtos de limpeza e higiene pessoal não testados em animais.

Circos com animais, rodeios, vaquejadas, touradas e jardins zoológicos, também são boicotados pois implicam escravidão, posse, deslocamento do animal de seu habitat natural, privação de seus costumes e comunidades, adestramento forçoso e sofrimento. Não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer “esporte” que envolva animais não-humanos. Muitos seguem o princípio político da não-violência.


Veganismo, segundo seu criador Donald Watson, é uma filosofia e um modo de vida que busca excluir as formas de exploração e crueldade aos animais… É uma atitude de respeito pelos animais. Os ativistas devem fazer tudo o que puderem para viver o mais eticamente possível conscientizando as pessoas para a importância da vida de qualquer animal, humano ou não.  A idéia é mostrar que todos animais sofrem tanto quanto os homens e que se nenhum homem gosta de sofrer os animais também não.






Fonte

Por Nathália Mota