31 de julho de 2011

The Cove

Um ótimo e esclarecedor documentário para ser assistido nesta noite de domingo!


A Enseada (The Cove) Legendado BR from Libertas on Vimeo.


Ou acesse o link diretamente pelo vista-se:

http://vista-se.com.br/cove/

Por Alex Peguinelli

30 de julho de 2011

Funcionários de abatedouro maltratam porcos e não são processados

No Reino Unido, as câmeras flagram funcionários de um abatedouro queimando porcos com cigarros e socando os animais, sem qualquer punição
Reprodução/internet
Funcionário de abatedouro queima olhos do porco com cigarro e não é punido
Funcionários de um abatedouro no Reino Unido foram flagrados cometendo atrocidades com os animais, socando e queimando os olhos e cabeças de porcos. Os responsáveis pela brutalidade são da empresa Cheale Meats, que abate cerca de 6 mil animais semanalmente e é um dos maiores do país.
Apesar das cenas chocantes, as ações não foram condenadas pelo governo, que através da FSA (Agência de Normas de Alimentos do Reino Unido) se recusou a processar os responsáveis, de acordo com o jornal britânico "Daily Mail".


A decisão foi condenada pela Animal Aid, grupo de defesa dos animais. A organização foi responsável por instalar as câmeras secretas no abatedouro. A resposta negativa, segundo o grupo, seria uma evidência de que os ministros estariam colocando interesses comerciais da indústria de alimentos à frente do bem-estar dos animais.
Mesmo após o flagrante, divulgado nesta sexta-feira (29/07), a empresa ainda 
convidava os clientes a consumirem seus produtos com a frase: “Tenha orgulho de ser o mais saudável, compre carne de porco britânica”.
Porcos tentando escapar do abatedouro devido ao pânico.

O vídeo contém a realidade - cenas fortes:

Footage shot at Elmkirk Ltd (Cheale Meats) slaughterhouse (5 min version) from Animal Aid on Vimeo.

Fonte Por Época NEGÓCIOS Online
Por Nathalia Mota

Taco e Homus

Receita do Homus
Ingredientes
250g de grão de bico
suco de 2 limões médios
1 colher de sopa (rasa) de sal
3 a 4 dentes de alho socados
3 colheres de sopa (rasas) de tahine
1 molho de hortelã bem picadinha
1 fatia fina de cebola
10 folhas de salsinha picadas
raspas de limão para decorar


Modo de Preparo
Deixe o grão de bico de molho de um dia para outro. Depois, cozinhe-o deixando cerca de 30 minutos em água fervente. Escorra a água, reservando uma xícara desta água. Esfregue os grãos, uns contra os outros, removendo o máximo possível das cascas. Use um liquidificadpor e bata os grãos, o limão, o alho e parte da água do cozimento. Se ficar muito denso, acrescente mais água do cozimento ou água fria comum. Volte a processar até que a massa adquira a consistência de um purê (sem partículas sólidas). Acrescente o sal e o Tahine e processe novamente. Passe para o recipiente que vai servir (sirva frio) acrescente salsinha bem picada, regue com azeite, e sirva com pão árabe.



Receita do Taco
(é para tacos mexicanos mesmo. eu fiz por que não tinha pão árabe para acompanhar)

Ingredientes
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
4 colheres (sopa) de gordura vegetal
180ml de água morna

Modo de Preparo
Peneire a farinha com o sal. Misture a gordura vegetal com a água. Misture tudo e sove-a em uma superficie plana até ficar lisa e elástica. Cubra e deixe descansar por uma hora. Em seguida divida-a em 12 partes e abra círculos de até 20cm de diâmetro. Aqueça uma frigideira em fogo médio e coloque um circulo de massa por vez. Em quanto ela estiver na frigideira pressione de vez em quando com uma espátula.
Obs: Frite os dois lados.



 
Fonte: projetovegan.blogspot.com
Por Henrique Cruz.
 

26 de julho de 2011

Uma das melhores palestras que você irá ouvir - Gary Yourofsky

Palestra inspiradora de Gary Yourofsky, na íntegra, sobre direitos animais e veganismo, realizada na  Universidade Georgia Tech, nos EUA, no verão de 2010. Gary já foi preso mais de 10 vezes e passou 77 dias em um centro de detenção de segurança máxima - tudo em nome dos direitos dos animais.


Ouça a esse sensacional palestrante que vai desmitificar mitos sobre veganismo, inundar sua mente com fatos interessantes e ajudá-lo a fazer escolhas éticas para ter um coração e uma alma mais saudáveis. Seu estilo carismático de discurso é único e tem de ser visto por qualquer um que se preocupe com animais ou que deseje transformar o mundo um lugar melhor.


 

Link para acessar o vídeo no youtube

Por Nathalia Mota

24 de julho de 2011



Educar para o veganismo: enfrentar ou recuar?  


Leon Denis


"Como introduzir o veganismo em sala de aula?"

Essa é a questão que intriga uma grande parcela de docentes do Ensino Fundamental e do Médio após sua adoção do modo de vida vegano.


Tendo sempre como norte a definição e importância desse modo de vida ético para todos os seres vivos do planeta, a pergunta que me intriga sempre é outra: "como não introduzir o veganismo em sala de aula?"


Ao folhear os livros de Ciências do Ensino Fundamental e os de Biologia do Médio vejo o veganismo em todos os capítulos e penso: "Ah, se eu fosse um biólogo". O mesmo acontece ao folhear os livros de Geografia. Que ciência formidável, é possível demolir o especismo, tanto com a geografia física quanto com a humana, em especial a geopolítica. História! E a História? Em todas as culturas, em todas as épocas, a supremacia do antropocentrismo sufocando o legado estrategicamente escondido das vozes dissidentes. Língua Portuguesa, Química, Artes, Educação Física... Filosofia, a disciplina que ministro, essa eu exploro bem.


Acredito que na maioria das vezes a preocupação maior dos docentes veganos não é sobre que material didático usar, porque isso, é "mamão com aveia" (popularmente se diz "mamão com açúcar", mas como não sou simpático ao uso desse doce veneno, fico com a aveia). Pois, mesmo com material não vegano é possível dar uma bela aula sobre os direitos animais1.


É visível que o que mais preocupa os docentes veganos é a reação dos colegas de trabalho, da direção da escola e dos pais após o tema ter sido introduzido em aula. Minha experiência particular mostra que qualquer tentativa, a mais sutil que seja de falar de veganismo nas escolas de nível médio será recebida com hostilidade por parte dos outros professores e com represália da direção e dos pais.


Professores e professoras, se vocês são veganos de fato e têm consciência dos "desafios do modo de vida vegano"2, que magnificamente foram apresentados pela eticista Sônia Felipe no lançamento da Sociedade Vegana, qual o temor? O que lhes falta? Coragem?


Coragem é uma das principais virtudes ensinadas por muitas das artes marciais orientais. Em Jiu-Jítsu, por exemplo, coragem é representada pela "arte de não andar para trás"3. Na edição 157 da Gracie Magazine há um artigo sobre essa arte de não recuar perante um forte oponente ou obstáculo. Vemos uma foto de um encontro entre um cão husky siberiano e um urso negro numa floresta coberta pela neve. Diante desse hercúleo obstáculo o husky, diferentemente do que muitos de nós faríamos, não recua um passo no seu trajeto. Como o bravo husky defronte o urso negro, o docente vegano deve posicionar-se com uma base sólida diante do gigantismo do mundo escolar especista e não recuar no propósito de educar para o veganismo. Veganismo também é um esporte de combate.


No caminho do husky havia um obstáculo, um grande obstáculo. Na longa jornada do educador vegano também sempre haverá grandes obstáculos. Enfrentar ou recuar? Seguir ou andar para trás?


Não defendo o confronto direto com o corpo burocrático, docentes e pais especistas. Não recuar não é bater o pé contra a oposição aberta ou dissimulada deles, mas não recuar no objetivo de passar o veganismo adiante.


Em outra arte marcial, o Judô, aprendemos a usar a força do adversário contra ele mesmo. Quando digo que mesmo com material didático não vegano é possível dar uma boa aula sobre os direitos animais, falo fundamentado nesse princípio judoca. Como ainda não dispomos de livros didáticos de todas as disciplinas revisadas de modo a


adequar seu conteúdo ao veganismo, retirando-lhes todo o conteúdo especista, cabe ao educador vegano usar o especismo dessa disciplina contra ela mesma. Como? Mostrando a gritante contradição e incoerência do discurso e afirmações especistas. O antropocentrismo não se sustenta lógica, biológica e filosoficamente.


O educador vegano não pode recuar diante da repressão do corpo burocrático escolar, representante dos pais e dos docentes esquizofrênicos morais. Represálias, coações e ameaças surgirão. No entanto, se o objetivo é educar para por fim ao biocidio defendido pela incoerente moral tradicional. O educador deve começar a praticar "a arte de não andar para trás". Comece com o que é fundamental: muito conhecimento sobre a filosofia dos direitos animais. O conhecimento traz coragem e segurança. Educar para o veganismo é ter coragem de desfazer primeiro as próprias pregas, rugas e dobras morais que a tradição nos legou. Sócrates chamaria de "conhece-te a ti mesmo"; depois é só mostrar maieuticamente as crianças e adolescentes o caminho do modo de vida eticamente refletido.


Acredito que a pergunta inicial sobre como introduzir o veganismo em sala de aula, foi respondida.


Notas
1. Esse não ter material vegano para usar na escola não se aplica à filosofia, mas as outras disciplinas.


2. FELIPE, Sonia T. "A desanimalização do consumo humano: desafios da ética vegana". In: http://www.sociedadevegana.org


3. NOGUEIRA, Raphael. A arte de não andar para trás. Gracie Magazine, Rio de Janeiro, 157, p.24, mar. 2010.





Professor de Filosofia da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo,autor do projeto Arte Suave na escola e co-autor do projeto Mens sana in corpore sano, pioneiro no ensino de Direito Animal e Veganismo em escolas públicas no Brasil.
Membro fundador da Sociedade Vegana.

Por Willian Santos 

23 de julho de 2011

Macarrão gravata com palmito e tofu



Ingredientes
250g de macarrão gravata
150g de tofu esmigalhado
1 colher (sopa) de tomate seco picado
1 1/2 xícara de alho-poró picado
1 xícara de palmito picado
2 dentes de alho picados
Óleo
Azeite
Folhas de manjericão


Modo de Preparo
Cozinhe o macarrão e reserve. Junte o tofu, o alho-poró e o tomate seco e amasse com a ajuda de um garfo. Adicione óleo (ou azeite) aos poucos até ficar quase um creme. Doure o alho, misture-o ao creme de tofu e reserve. Tempere o macarrão com azeite e sal, e então misture o creme de tofu ao macarrão. Adicione o palmito picado. Quando for servir, adicione algumas folhas de manjericão.


Dica
Nozes, macadâmias, entre outras, ficam muito boas com este prato.
Fonte: projetovegan.blosgpot.com
Por Henrique Cruz.

21 de julho de 2011

A insustentabilidade da produção de carne


(...) Este artigo é mais um depoimento pessoal e informações colhidas no relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação) intitulado e traduzido para o português como “A Sombra da Pecuária”, e vem demonstrar o custo ambiental da produção de carne.
Para aqueles, que como eu são apaixonados pela vida, o consumo de carne já feria de muitas formas, e somado ao que é preciso destruir, ambientalmente falando, para manter o sistema industrial de carne produzindo e em plena ascensão, acredito que está na hora de agirmos com responsabilidade e de acordo com o conhecimento que chega até nós.
O setor de criação de animais cresce como um dos três mais significativos contribuintes para os mais sérios problemas ambientais, em todas as escalas, da local para global. Os resultados da pesquisa da FAO mostram que deveriam existir mais políticas direcionadas para os problemas ligados a degradação da terra, mudanças climáticas, poluição do ar, escassez e poluição das águas e perda da biodiversidade, do que políticas de que impulsionem o desenvolvimento da pecuária, principalmente na América do Sul, onde os desmatamentos para pasto e produção de alimentos para animais estão a todo vapor.
Segundo o biólogo americano Edward Wilson, da Universidade Harvard, só será possível alimentar a população mundial no fim do século, estimada em 10 bilhões de pessoas, se todos forem vegetarianos. A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentar esses animais, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior. Para cada 900 kg de alimento produzido, se produz apenas 1 kg de carne.
Apesar de não ser economicamente o principal ator global, o setor de produção de carne é socialmente e politicamente muito significante, emprega 1.3 bilhões de pessoas e cria a subsistência para um milhão de pessoas pobres no mundo. A criação de animais é responsável por um terço da proteína consumida pela população mundial.
O aumento da população e da renda, junto com uma mudança de hábitos alimentares, está rapidamente aumentando a demanda para a produção de carne, enquanto a globalização está estimulando o comércio de produção de carne em fornecimento e produtos. A produção de carne está projetada para mais que o dobro de 229 milhões de toneladas em 1999/2001 para 465 milhões de toneladas em 2050, e o leite de 580 para 1043 milhões de toneladas. O impacto ambiental por unidade da criação de animais para produção precisa ser cortado pela metade, apenas para evitar o aumento do nível de danos além do que já está prejudicado hoje.
O custo ambiental para nutrição desses animais que vão parar na mesa do consumidor carnívoro é muito alto.
Os três fatores unidos: ocupação territorial desmedida para a agricultura, criação de animais para o consumo e a alimentação desses animais são as maiores causadoras de desflorestamento no mundo, 70% das antigas áreas com florestas na Amazônia são ocupadas hoje com pastos.
Os efeitos desse desmatamento são:
- perda de habitats naturais
- extinção de espécies
- degradação ou erosão dos solos
- efeitos hídricos, aumento de inundações
- problemas na viabilidade de recursos hídricos com menos tamponamento florestal
- desmatamento em larga escala pode causar a morte de ainda mais florestas
- queda das chuvas em áreas de plantio no leste do Brasil (uma vez que as nuvens/chuvas são produzidas sobre a floresta tropical amazônica).
O setor de produção de carne é o maior agente transformador da terra. A área total ocupada por pastos é equivalente a 26% da superfície terrestre, não contando com as áreas ocupadas pelas geleiras. Em adição, a área total dedicada à safra para produção de alimentos para estes animais totaliza uma porção de 33% do total da área agricultável do planeta.
E estas áreas têm sido extremamente degradadas devido a não rotatividade de pastos, compactação e erosão criadas em conseqüência da atividade.
Com as temperaturas subindo, o nível do mar subindo, as geleiras derretendo, mudanças de correntes marítimas; as mudanças climáticas são o mais sério desafio enfrentado pelo planeta.
O setor de produção de carne é responsável por 18% das emissões de gás de efeito estufa. Isto significa mais emissões do que as produzidas pelo setor de transporte. Este alto nível de emissão de CO2 vem grande parte do uso da terra, especialmente do desflorestamento, causado pela expansão dos pastos e terras aráveis para a produção de alimentação para o rebanho. Além disso, o setor é responsável pela emissão de 37% do metano (23 vezes mais prejudicial do que o CO2), que ocorre devido à fermentação produzida pelos ruminantes. O setor também é responsável por 65% da produção de nitróxido de oxigênio, 64% das emissões de amônia derivada da atividade humana, o que contribui seriamente para as chuvas ácidas.
Além disso, mundo também esta caminhando para um futuro com sérios problemas de abastecimento de água, isto já é uma realidade em alguns países do mundo. É esperado que 64% da população mundial tenham algum problema com abastecimento de água potável em 2025.
O setor de produção de carne é um dos principais atores com relação ao aumento do uso da água, mais de 8% do uso global de água, grande parte para irrigação de áreas para a produção de alimentos para rebanho. E provavelmente o setor que mais contribui para a poluição das águas, contribuindo para eutrofização, morte de zonas costeiras, degradação de recifes de corais, problemas para saúde humana e muitos outros. Os grandes tipos de poluição vêm dos desperdícios dos animais, antibióticos e hormônios, químicos oriundos dos curtumes, fertilizantes e pesticidas usados na produção de alimentos para os animais e sedimentos oriundos de pastos erosivos. Nos EUA estima-se que os animais criados para consumo são responsáveis por 55% da erosão e sedimentação, 37% do uso de pesticida, 50% do uso de antibiótico e nitrogênio e fósforo jogados na água.
A produção de carne também afeta o reabastecimento de água potável: compactando o solo, reduzindo a infiltração, degradação de cursos de água, entre outros.
A perda de biodiversidade é outro fator de grande preocupação. Estima-se que esta perda está entre 50 a 500 vezes maior do que era no passado, segundo estimativa encontrada em fósseis. Dos 24 serviços ecossistêmicos 15 estão em declínio. A biomassa animal oriunda dos animais de produção representam 20% da biomassa animal no planeta, e 30% da terra habitada pela criação industrial fora antes habitat natural da vida selvagem.
Esta atividade é a líder em redução da biodiversidade, pois a mesma se concretiza por meio de desflorestamento, também é a atividade líder em degradação do solo, poluição, mudanças climáticas, sedimentação de áreas costeiras, entre outros prejuízos a ambientais.
Com todos esses dados, com esse conhecimento adquirido sobre o sistema industrial de produção de carne, é preciso rever antigos padrões, não há como continuarmos com este estilo de vida de consumo excessivo, o planeta não irá suportar essa carga. Por isso é necessário fazermos essa pergunta: o que de fato precisamos para viver, esse tipo de consumo desenfreando e sem consciência é necessário?
O mundo, infelizmente, não vai se tornar vegetariano de uma hora para outra, mas a consciência do que está acontecendo precisa existir, e a partir disso traçar uma caminhada mais amena, sustentável e menos cruel com os animais no mundo.
Existe uma iniciativa mundial para difundir a diminuição no consumo de carne chamada “Meat Free Monday”, tradução SEGUNDA SEM CARNE, que nasceu na Bélgica e já possuiu muitos adeptos em todo o mundo, o lançamento da campanha no Brasil foi em 2009, e a cada dia mais pessoas, empresas e municípios aderem a segunda sem carne.
Que movimentos como este sejam crescentes e que a cada dia mais pessoas peguem a sua parcela da responsabilidade pelos fatos insustentáveis (ambientais) e cruéis que existem no mundo, assim quem sabe, chegará o dia em que comer carne seja a exceção e não a regra.
Fonte - Antoniana Ottoni
Por Nathália Mota

16 de julho de 2011

Hamburguer de Soja com Alho-poró.



O modo de preparo das minhas receitas está ficando cada vez mais curto, mas gosto de escrever os ingredientes prontos para usar na receita, ao invés de escrever 1 xícara de soja e depois falar na receita que é para hidratar acaba confundindo, pelo menos me confundia quando comecei a cozinhar, então é mais fácil deixar tudo preparado, fica mais rápido e mais prático de realizar a receita. Bem, vamos lá.


Ingredientes
2 xícaras de soja hidratada (pts pequena)
2 colheres (sopa) de alho-poró picado
2 colheres (sopa) de cenoura ralada
1 colher (chá) de sal
1 fatia de pão de forma ralado
1 colher (sopa) de shoyu
1/2 xícara de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de farinha de rosca
Sal a gosto


Modo de Preparo
Misture todos os ingredientes e frite em óleo abundante

Por Henrique Cruz.

15 de julho de 2011

Estadão divulga matéria sobre Vegetarianismo

"Enquanto o Pavilhão da Bienal do Ibirapuera se prepara para receber mais de 22 mil visitantes na NaturalTech, única feira internacional de produtos naturais do País, que abre suas portas no dia 21, adeptos da dieta sem carne celebram uma onda de ofertas. Publicações, filmes, restaurantes, serviços, sites e blogs trazem à tona um tema ainda repleto de estigmas e, muitas vezes, alvo de piadas: o vegetarianismo. Ao mesmo tempo, mitos a respeito da alimentação que exclui do cardápio itens de origem animal estão ruindo.

O mais polêmico é o conceito de que o consumo de carne é essencial para a saúde. "Estudos científicos provam que não há nenhum único nutriente essencial que só exista na carne ou que dependa dela para ser bem aproveitado pelo organismo", avisa o paulistano Eric Slywitch, especialista em nutrologia e nutrição clínica.

A notícia é um alívio para vegetarianos que sempre escutaram que sua dieta era deficiente. A proteína animal pode se equivaler, por exemplo, a leguminosas como feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha, diz Slywitch, que também é coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira e professor de pós-graduação do Ganep (Grupo de Nutrição Humana). Porém, os vegetarianos costumam cometer um erro grave: substituir carne por ovos e queijos.

Para vegetarianos ou onívoros - aqueles que consomem carne - que desejam melhorar sua alimentação, o médico escreveu dois livros que têm se tornado referência: Alimentação sem Carne e Virei Vegetariano - E Agora? (ambos pela Editora Alaúde). O primeiro ensina a obter os nutrientes e como combiná-los de forma segura para otimizar todo o potencial que a alimentação vegetariana pode proporcionar. Já no segundo título, lançado ano passado, Slywitch responde às principais perguntas de adeptos ou não e fala sobre 60 mitos que rondam o tema. "As publicações têm o objetivo de ensinar, sem fazer patrulhamento ideológico", ressalta o especialista em dieta vegetariana, de 36 anos, que parou de consumir alimentos de origem animal na adolescência.

Entre as fontes que tratam do vegetarianismo está o livro recém-lançado A Cozinha Vegetariana, da catarinense Astrid Pfeiffer (Editora Alaúde) - que já caminha para a 2ª edição. São 60 receitas sem lactose, quase todas sem glúten e com ingredientes naturais. A nutricionista e Eric Slywitch são casados e, assim como o médico, ela é vegana. Juntos, atendem em sua clínica, uma ampla casa com direito à mini-horta orgânica, na Vila Mariana, zona sul da cidade.

Em um levantamento feito entre 644 pacientes que passaram pela clínica do casal em 2010, mais da metade segue a dieta vegetariana por razão ética, ou seja, em respeito aos animais. Saúde e questões ambientais também entram como justificativas, especialmente a que está diretamente relacionada ao impacto da pecuária. Segundo relatório emitido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), de todas as atividades humanas, a pecuária é a maior responsável por problemas ambientais, principalmente a contaminação de mananciais.

Até "bad boys" como o ex-pugilista Mike Tyson abraçaram a causa. Vegano há quase dois anos, o campeão de boxe - que arrancou um pedaço da orelha de Evander Holyfield numa luta - promoveu em abril uma campanha junto com a ONG Last Chance for Animals (LCA) em prol do vegetarianismo. Em cartazes, foi fotografado beijando uma pomba ao lado da frase: Love animals, don’t eat them (Ame os animais, não os coma).

"Desde que me tornei vegano, os benefícios foram tremendos", testemunhou para a campanha realizada pela LCA. "Tenho mais energia e equilíbrio mental. Eu nunca me senti 100% até que tirei a carne da minha dieta. Agora, não me imagino comendo carne de novo."


Casado e pai de dois filhos, ele é o único da família a seguir dieta vegetariana. E conta que, após se submeter à cirurgia de redução de estômago, em 2004, a carne se tornou indigesta. Inspirado em dois integrantes da banda que são veganos, mergulhou no tema. Mas o marco da virada veio um ano depois: "Em um programa que fazia, rolava uma luta no ringue, sempre cheio de gosmas. Um dia misturaram línguas de bois com groselha. Isso revirou meu estômago e vomitei. A partir daí, nunca mais comi bicho."

O apresentador João Gordo, de 47 anos, que tem um quadro no programa Legendários, exibido pela Rede Record, e é vocalista da banda de metal hardcore Ratos de Porão, se diz aliviado em não compactuar com a matança e crueldade que envolve a indústria da carne. "Eu era o rei do bacon e da feijoada", brinca. "Mas, quando se conhece como tudo é feito, a gente começa a pensar de outro modo."


Felipe Rau/AEDocumentários e livros também funcionaram como gatilho. João Gordo encerrou de vez seu lado onívoro ao assistir ao vídeo A Carne é Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa (ONG em prol dos animais) em 2004. De lá para cá, vários outros surgiram no You Tube. Em março, o documentário Carne e Osso foi exibido no festival É tudo Verdade. O filme revela as condições insalubres às quais os empregados de frigoríficos são submetidos.






Muita pesquisa em internet, leitura de livros e revistas especializadas formaram a base do conhecimento da personal trainer Perla Góes, de 34 anos. Ela se programou para se tornar vegetariana ao longo de um ano. Primeiro parou de comer carne vermelha, depois, frango e, finalmente, peixe. "Tinha receio de perder massa muscular por falta de proteína animal", diz.



Com a virada na dieta, há 7 anos, e orientação médica, seu corpo ficou ainda mais definido. E o que é melhor: sem suplementação alimentar de proteína. Além das novas formas, Perla ganhou uma pele mais viçosa e mais disposição física.

Longe do estereótipo que associa vegetarianismo à moçada alternativa está Maria Emília Ascenção Guedes, de 63 anos e há quase 30 adepta da alimentação sem carne. Casada e mãe de cinco filhos, todos seguem a dieta. "Não sei se posso atribuir a isso e ao leite de soja que substituí pelo de vaca, mas passei ilesa pela menopausa."




Sua filha Ana Lúcia, de 35 anos, conta que o interesse das pessoas sobre sua alimentação vegana é grande. "Todos elogiam minha pele", diz ela, que é formada em administração e trabalha no ramo imobiliário.

Já sua irmã, a engenheira Denise, de 29 anos, reclama dos interrogatórios. "A gente vira o centro das atenções", diz. Mas o pior é ouvir que um prato não tem carne porque só foi temperado com bacon ou porque tem pedacinhos de presunto. "Vai explicar que não é bem assim!"

OS DIFERENTES TIPOS

Ovolactovegetariano: inclui na dieta sem carne itens de origem animal, como ovos e laticínios Lactovegetariano: não come ovos, mas aceita laticínios
Vegetariano estrito ou vegano: exclui todos os derivados animais do cardápio. Também rejeita vestimentas e produtos de procedência animal ou que foram testados em animais
Crudívoro: só come alimentos crus ou aquecidos no máximo até 24°C, além de alimentos germinados
Vegetariano frugívoro: se alimenta de frutos, cereais, legumes e frutas oleaginosas (nozes, amêndoas, etc)"

Matéria do Estadão, escrita por Ciça Vallerio e disponível aqui.



Por Nathalia Mota

12 de julho de 2011

ARTIGO 32: VITÓRIA MOMENTÂNEA PARA OS ANIMAIS


Prezados defensores dos direitos animais,

Devido à pressão imposta por toDos que se manifestaram, o Deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), que tem seu nome estampado em cartazes de vaquejadas e que havia solicitado a inclusão do Projeto de Lei nº 4548/98 na Ordem do Dia RETIROU O PEDIDO (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=20954) por meio dessa carta:http://www.veddas.org.br/images/stories/projetos/reqcarlosbrandao.jpg. Isso significa que o PL volta para a fila de pendências e por isso não será colocado em votação tão cedo.

A mobilização de todos tem sido muito importante não só por mostrar a força de vocês, protetores, mas também porque nas últimas eleições apenas 54% dos deputados mantiveram-se no cargo, ou seja, uma parte muito significativa dos atuais parlamentares possivelmente nem tinha conhecimento da existência deste projeto. Agora eles tem! Não seria nada positivo que tomassem ciência de seu teor e da vontade de todos nós apenas às vésperas da votação.
A Deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP) encaminhou ao presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia (PT/SP), ofício (http://www.veddas.org.br/images/stories/projetos/oficiadepjanetepieta.jpg) e uma cópia do abaixo-assinado físico com as mais de 10 mil assinaturas que vocês se empenharam para colher durante os últimos meses. Enviou também uma relação dos mais de 200 grupos (de defesa animal, ambientalistas e outros) que pedem que o projeto seja rejeitado. Portanto, ele agora também está ciente!

Parabéns a todos que participaram da mobilização e boas-vindas aos que ainda enviarão a sua manifestação.
Quem ainda não enviou uma mensagem repudiando o PL 4548/98, não deixe de enviá-la agora mesmo (veja mais instruções abaixo). É fundamental que mantenhamos a mobilização para evitar a tragédia que seria acarretada com a aprovação desse projeto de lei. Vocês serão chamados a participar de outras mobilizações nesse sentido. Por isso, não esmoreçam até que o projeto tenha sido  arquivado de maneira definitiva.
Estamos trabalhando agora para que os deputados digam se são contra ou a favor do PL. Suas intenções de voto estão sendo registradas no PLACAR ANIMAL: http://www.olharanimal.net/placar-animal/1391-placar-animal-pl-454898. Acompanhem e divulguem!
Olhar Animal

VEDDAS – Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedadehttp://veddas.org.br
Saiba mais sobre o PL 4548 e a ameaça ao artigo 32 acessando: http://www.veddas.org.br/projetos-e-campanhas/118-artigo32.html
Por Janaína Camoleze

9 de julho de 2011

Livro diz que animais também se rebelam contra opressão humana



Foto: Divulgação
Por Lobo Pasolini (da Redação)
Uma tigresa da Sibéria no zoológico de São Francisco pula uma parece de três metros e fere três visitantes que a estavam tormentando, matando um deles. Um circo de elefante pisa e desfigura um treinador sádico, que havia a queimado com cigarros acesos. Um par de orangutangos no zoológico de San Diego rouba uma barra de ferro e chave de fenda e fogem de seu cercado. Uma orca do Sea World traz sua treinadora a força para a piscina e a mata afogada.
O que acontece nesses casos? Seriam eles simplesmente acidentes e animais agindo por instinto?
É com essas ilustrações e essa pergunta que Jason Hribal inicia a discussão sobre o que ele chama de ‘resistência animal’ em seu livroFear of the Animal: The Hidden History of Animal Resistance.
Ele argumenta que o que aconteceu nesses casos foi ação independente de animais frustrados que cansaram dos humanos supremacistas encarregados deles. Se algum dia houve dúvida sobre os animais terem uma consciência, memórias, desejos ou mesmo uma alma, essas ações poderiam ser um grande sim para todas essas perguntas, Hribal diz.
Um outro caso: no dia 18 de setembro de 2007, uma vaca chamada Maxine, marcada para o abate, fugiu de um matadouro em Nova Iorque. Ela foi encontrada em uma rua do bairro Queens e resgatada para um santuário para passar o resto de sua vida. Sua estória encantou vegetarianos e carnistas na mesma proporção.
A consciência é definida como um sentido de uma identidade pessoal ou coletiva, incluindo atitudes, crenças e sensibilidades. A diferença entre humanos e animais é naquilo que focamos e como percebemos o mundo. Ambos temos a habilidade de expressar e receber emoções tais como amor e raiva, e ambos temos um desejo de viver.
Elefante se rebela na Índia
A reação de uma pessoa em relação a um animal tende a mudar quando ela percebe que ele ou ela age por si próprio ao se separar do resto do seu grupo, sinalizando que realmente há um espírito que deseja experimentar sua própria liberdade e viver em um planeta que é seu por direito. Os animais são, a seu jeito, tão intelectuais e emocionais quanto qualquer humano.
Adaptado do original publicado em Natural News.
Nota da Redação: Em 2009 eu escrevi um blog sobre um tema parecido baseado em uma matéria publicada pelo Daily Telegraph. A matéria relatava que cientistas haviam notado surtos de fúria de animais em várias partes do mundo cujo estresse indicava com clareza que eles estavam cansados da opressão humana.
Por Henrique Cruz.

Por que muitos profissionais de saúde têm preconceito contra o vegetarianismo ?

A falta de estudo e de atualização científica faz com que alguns profissionais de saúde não gostem da dieta vegetariana.
A formação acadêmica nas faculdades de nutrição e medicina deixa muito a desejar quando o assunto é vegetarianismo.
Muitos profissionais pensam que o vegetariano vive de salada. A maioria se sente perdido quando solicitado a montar um cardápio vegetariano.
O medo do desconhecido é natural para qualquer ser humano. Fica mais fácil dizer que é difícil ou nocivo ser vegetariano.
As alegações de que o vegetarianismo é uma dieta inadequada provêm de bases teóricas mal compreendidas a respeito de diversos nutrientes (ferro, proteína...), de estudos científicos mal desenhados ou mal interpretados e da falta de estudo de muitos profissionais de saúde.

Sobre as bases teóricas mal compreendidas:
Diversas teorias não se sustentam ao serem analisadas na prática. Dizer, por exemplo, que a proteína vegetal é inadequada para o organismo é uma teoria. A prática não demonstra isso. Estudos científicos (metanálise realizada em 2003) demonstram que não há diferença na assimilação da proteína em seres humanos quando ela provém de fonte animal ou vegetal.
O mesmo ocorre com o ferro. A ADA (American Dietetic Association), analisando os estudos bem desenhados, nos dá o parecer de que os vegetarianos não têm maior risco de apresentar deficiência de ferro quando comparados com não vegetarianos.
Sobre os estudos científicos:
Os estudos científicos antigos estavam preocupados em verificar se era possível a adequação nutricional com uma dieta vegetariana. Muitos profissionais ainda estão vivendo nesse passado. Atualmente não há dúvidas científicas quanto à adequação.
A comparação de artigos científicos que descrevem deficiências nutricionais em vegetarianos com artigos que demonstram o contrário mostra que a diferença está no planejamento da dieta e não na presença da carne.
Em 1997, a ADA (American Dietetic Association) revisou os trabalhos científicos bem desenhados sobre o vegetarianismo e se posicionou:
"O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças".
Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação).
Em 2003, o parecer da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá acrescenta a recomendação de que os profissionais de saúde têm o dever de incentivar e apoiar os indivíduos que expressam desejo de se tornarem vegetarianos.
Os estudos científicos atuais estão mais preocupados em demonstrar as implicações à saúde ao se adotar uma dieta vegetariana, visto que a adequação já está comprovada. Os benefícios são muitos (leia o folheto: O vegetarianismo e a sua saúde).
 
*Dr. Eric Slywitch
Médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.
 
 
Por Janaína Camoleze

8 de julho de 2011

Empresa que treinou elefante para filme “Água para elefantes” será processada por maus-tratos

Ativistas pelos direitos animais processam uma empresa da Califórnia do Sul que concedeu o elefante usado nas filmagens do filme “Água para elefantes”.
Segundo informações do jornal The Washington Post, o processo foi aberto na semana passada no Tribunal Federal de Los Angeles, nos EUA, contra a empresa Have Trunk Will Travel que, dentre outras atividades, “aluga” elefantes para filmes, casamentos e outros eventos.
                                           Cena do filme "Água para elefantes" (Foto: Divulgação)
Os ativistas argumentam na ação que o filme engana os espectadores, que acreditam que o elefante usado nas filmagens foi apropriadamente tratado. Na verdade, o animal era torturado e maltratado com eletrochoques.
Os tutores da Have Trunk Will Travel, Gary e Kari Johnson, que estão em poder de seis elefantes, negam os abusos. Eles dizem ainda que a empresa tem um histórico muito bom em relação aos animais que passam pelos cruéis treinamentos empregados.


Por Janaína Camoleze

7 de julho de 2011

PL estabelece que todo animal silvestre apreendido deverá ser libertado em seu habitat


Animais apreendidos em operações de repressão ao tráfico de animais silvestres deverão ser libertados prioritariamente em seu habitat. É o que estabelece projeto de lei da Câmara aprovado nesta quinta-feira (7) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em caráter terminativo.
Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.
A proposta (PLC 149/09) estabelece ainda as condições necessárias ao bem-estar dos animais apreendidos. O texto, de autoria do deputado de Antonio Carlos Mendes Thames (PSDB-SP), tramita em conjunto com o PLC 180/09, do deputado Felipe Bornier (PHS-RJ). O relator da matéria na CMA, senador Jorge Viana (PT – AC), apresentou substitutivo para contemplar sugestões das duas propostas.
De acordo com o texto aprovado na CMA, quando não for possível libertar em seu habitat ou não for recomendável por razões sanitárias, o animal apreendido será entregue a entidades. Ainda de acordo com a proposta, a guarda e os cuidados com os animais deverão ficar sob a responsabilidade de técnicos habilitados.
Por Janaína Camoleze

5 de julho de 2011

Nina/Cléo precisa de você!

Na tarde de ontem, esta cachorrinha, que então se chamava Nina, perambulava pelo estacionamento de um supermercado da cidade - onde, diga-se de passagem, várias pessoas circulam... Ela dependia da boa vontade dos funcionários, que alimentavam o animal com pedaços de pão e de mortadela.
Aparentemente, Nina estava prestes a ter filhotes, pois estava com uma barriga enorme e gemendo muito. Uma pessoa ligada ao Coletivo nos acionou, pedindo que a ajudássemos a encontrar um local para que a cachorrinha pudesse, ao menos, ter os seus filhotes em paz. 
Levamos a Nina para o veterinário e, surpresa: ela não estava grávida, e sim doente!

A suspeita é de que Nina, agora batizada Cléo, esteja com a doença do carrapato, que  é uma doença transmitida por carrapatos da espécie Rhipicephalus sanguineus, muito comum em cães, que são seus hospedeiros principais.  A transmissão se dá quando o carrapato ataca um cão já contaminado pela Erlichia. A doença penetra em sua corrente sanguínea, causando anemia pela destruição das células vermelhas, o que é muito sério.

Até agora, o tratamento de Nina/Cléo consistiu em: drenagem de líquido livre da cavidade abdominal e ultrassonografia abdominal, além de um exame laboratorial.

O tratamento de Nina/Cléo durará cerca de 21 dias. Ela precisará dos seguintes medicamentos:
Doxicilina 250mg - 42 comprimidos
Ezetrós - 1 frasco
Mezcepton - 1 frasco
Sulfato Ferroso - 1 frasco

Ultrassom
Drenagem
Todo esse líquido foi retirado da barriga dela.

Qualquer colaboração em dinheiro será bem-vinda, porque realmente precisamos dessa contribuição!
E, principalmente: Nina/Cléo precisa de um lar! 
Caso você possa adotá-la, ou conheça alguém que esteja à procura de um amigo de quatro patas, entre em contato:animaisassis@gmail.com

Conheça o trabalho dos Amigos dos Animais de Assis e ajude-os a ajudar!


Por Janaína Camoleze

1 de julho de 2011

Reino Unido aprova proibição de animais em circos

Mais de 50 parlamentares de todos os partidos majoritários votaram unanimemente pela completa proibição do uso de animais nos circos do Reino Unido. Um forte debate ocorrido recentemente desafiou a diretiva do primeiro-ministro e deixou o governo sem outra alternativa a não ser libertar leões e tigres dos circos.
O voto histórico foi contra as intenções de David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, que insistia em impor restrições para o uso de animais, prática que contraria as leis europeias e motivaria ações legais. Segundo informações da Care2, atualmente, existem 40 mil animais em três circos do Reino Unido sendo explorados.
“Os parlamentares enviaram ao governo uma instrução clara e agora eles devem prosseguir com os trabalhos para o banimento. Todo o debate e a decisão expuseram e deixaram claro como o governo não estava em sintonia nem com seus pares nem com os grupos que defendem o bem-estar animal”, disse Jan Creamer, diretor executivo do grupo Defensores Internacionais dos Animais (ADI), ao The Independent.
No mês passado, o ADI divulgou que, de acordo com uma pesquisa online feita pelo grupo, 72% das pessoas que votaram apoiavam a proibição. Ano passado, outro levantamento, desta vez feito pela Secretaria de Desenvolvimento, Alimentação e Assuntos Agrários, atestou que 94,5% da população era a favor da proibição.
Durante as discussões, o coronel Bob Stewart, oficial do exército e ex-integrante do Partido Conservador, contou a história de um circo abandonado, descoberto por ele quando comandava as Forças da ONU na Bósnia, que explorava ursos. “Encontrei um urso dentro de uma jaula em uma terra de ninguém, que estava há quatro semanas preso, sem água e completamente infeliz. E ele não sairia de lá de dentro nem por mel”, disse.
Stewart disse que os soldados levaram o urso para a Croácia e que mais tarde o animal foi para a Holanda. “Ele agora está no Zoológico de Amsterdã. Eu apoio completamente a ideia de acabar com aprisionamento de animais em jaulas”, finalizou o coronel.
O voto, entretanto, não obriga o governo a adotar a proibição. A manifestação serve apenas para guiar o governo a introduzir a nova lei a partir de 1º de julho. Mas o ministro do Bem-estar Animal, Jim Paice, disse à Câmara dos Comuns que, se o debate levou à aprovação da proposta, o governo vai respeitar o que foi decidido.
“Esta é uma vitória para a democracia e para o bem-estar animal”, disse a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Animal (RSPCA). A entidade espera ainda que o governo anuncie formal e rapidamente a proibição.
Por Janaína Camoleze