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12 de agosto de 2013

Antibiótico usado em galinhas mata 1500 pessoas por ano na Europa

Escrito por Por Patricia Tai 
Um tipo de antibiótico que está sendo aplicado em galinhas criadas para consumo humano é culpado pela morte de mais de 280 pessoas por ano na Grã-Bretanha, segundo estudo. As informações são do Daily Mail.
O antibiótico cefalosporina de terceira geração, que é aplicado em bilhões de galinhas para tratar infecções pela bactéria E.coli (Escherichia coli), resultou em várias linhagens de bactérias que são resistentes a tratamento quando transmitidas a humanos.
Cientistas publicaram suas descobertas no Jornal de Doenças Infecciosas e descreveram o número de mortes como “impressionante”. Eles acreditam que aproximadamente 1500 pessoas morrem por ano em toda a Europa em decorrência dessa contaminação.
Taxas de infecção de uma estirpe conhecida como G3CREC triplicaram em pessoas e animais entre 2007 e 2012.
Os dados estudados pelos cientistas vieram dos Países Baixos e levaram à conclusão de que houve 1318 mortes adicionais na Europa.
“Os números de mortes evitáveis e os custos de cuidados médicos para tratar o problema causado pelo uso desse medicamento são assustadores. Considerando estes fatores, o uso contínuo dessas drogas antimicrobiais deveria ser urgentemente examinado e interrompido, particularmente em aves, não só na Europa mas em todo o mundo”, alertam os cientistas.
Richard Young, assessor político da Soil Association, disse: “Essa é a primeira estimativa detalhada a emergir sobre as consequências à saúde humana do uso de antibióticos na agricultura europeia”, e acrescentou que “isso indica que muitas pessoas morrem de infecções resistentes devido ao excesso de confiança em antibióticos utilizados na criação intensiva de gado”.
Imagem da bactéria E.coli. (Foto: Alamy/Daily Mail)
Nota da redação: Eis um exemplo de situação em que o homem morre do próprio veneno. Essa é mais uma prova da necessidade urgente da humanidade deixar de comer carne e derivados de animais. Infelizmente, o caminho percorrido pelos venenos aplicados nos corpos dos animais que serão mortos para consumo humano é silencioso e sorrateiro. Quantas doenças além destas fatais estarão se desenvolvendo em organismos humanos, só pelo fato dos mesmos ingerirem carne? Sem contar que a matéria em questão não tratou dos tão conhecidos hormônios que são aplicados nas aves para que cresçam mais rápido, para atender à velocidade da indústria da morte e do lucro, que estranhamente também é a da alimentação humana.
Se os humanos não conseguem aderir ao veganismo pela mera compaixão aos animais – motivo mais que suficiente, diga-se de passagem, deveriam fazê-lo então por preocupação consigo mesmos.
O mais triste é que, em uma reportagem como esta que traz tão embutida a questão dos malefícios do consumo da carne, se perca o mais importante, que é a própria sina desses animais que vivem curtas e miseráveis vidas de escravidão, amontoados em avícolas industriais.
Como se não bastasse terem de passar por essa existência explorada e medíocre como se fossem “coisas”, os animais precisam receber drogas pesadas para combater doenças causadas, por sua vez, tão somente pelas próprias condições que lhes são impingidas pelo ser humano que as explora, ser humano este que não é apenas o criador ou empresário, mas também e principalmente o que consome os seus corpos mortos e “produtos”.
Por Nathalia Mota

9 de janeiro de 2013

Vídeo: Os perigos do Leite, Queijo e Laticínios

Ótimo vídeo técnico sobre os perigos de uma alimentação com laticínios:
-  O que a indústria de laticínios diz e não diz para que a população continue a consumir seus produtos?
- O mito do leite e suas proteínas
- O mito do cálcio e fortalecimento dos ossos
- E muito mais.

Segue algumas das frases marcantes dessa palestra que todos deveriam assistir para repensar seus hábitos:

"Os padrões foram publicados em 1993: você não pode ter mais de 700.000 células de pus em 10 mL de leite, e 24 mil bactérias."


"O vírus de leucemia bovina foi classificado no mesmo grupo que no vírus humano T-cell Leucemia, que é sabido causar linfomas e leucemias em pessoas, com a mesma classificação"

 "A estrutura genética da imunodeficiência bovina é muito parecido com o HIV humano, no qual eles não sabem diferenciar um do outro por serem tão parecidos."

"A pasteurização mata muitos micro-organismos mas não é infalível"



Por Nathália Mota

15 de dezembro de 2012

Como substituir ingredientes de origem animal por ingredientes veganos



Pense sempre no sabor do seu prato e qual a função do substituto, dar liga, fazer crescer…

PINCELAR MASSA:
1 - Diluir em água açafrão e pincelar
2 - Colocar por cima um pouco de oleaginosas (nozes, castanhas) de manteiga vegetal
3 - Diluir shoyu com água e pincelar.
4 - Diluir molho de tomate e pincelar.

LINHAÇA
Bate as sementes no processador de alimentos até virar pó. É tão fácil que não vale a pena guardar. Quando precisar, tritura uma ou duas colheres, acrescenta 2 ou 4 colheres cheias de água e deixe repousar por 15 ou 20 minutos. Junte uma colher de chá de leite de soja em pó e tem um verdadeiro substituto d´ovo. Usar em: panquecas, bolinhos, biscoitos, e bolos.

Polvilho azedo:
Dissolver 1 chávena de polvilho azedo em uma tigela com água. Agora basta colocar na panela e ir mexendo. Vá controlando, até que atinja o ponto de clara de ovo.

PARA BOLOS DE TABULEIROS
Troco um ovo por:
2 colheres de sopa de leite vegetal
¼ de colher de chá de fermento em pó.

Troco a manteiga por:
o mesmo peso em óleo vegetal: de arroz, de girassol ou de milho.

BOLOS:
Trocar um ovo por:
2 colheres de chá de fermento em pó
3 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de vinagre de cidra
Preparação:
1 - Misture tudo muito bem
2 - Dose para cada ovo indicado na receita

MAIS  BOLOS:
Troco cada ovo por:
2 colheres de sopa de leite vegetal, (soja, aveia ou arroz)
½ colher de sumo de limão
½ colher de bicarbonato de sódio.

PARA BOLOS DE FRUTAS:
Troco um ovo por:
1 colher de chá de araruta,
1 colher de sopa de farinha de soja,
2 colheres de sopa de água.

TOFU:
30 g de tofu
¼ de chávena de chá de sumo de maçã
2 Colheres de sopa de araruta
1 banana pequena·

Preparação:
1 - Coloque o tofu, banana, a araruta e o sumo da maçã no processador
2 - Bata até obter uma massa homogénea
3 – Dose para cada ovo indicado na receita.

POLME ou PANAR:
1 Colher de sopa de maizena ou farinha de soja fica ao seu critério
2 colheres de sopa de água
Preparação
1 - Diluir muito bem
2 - Utilizar no lugar do ovo
3 - Ou simplesmente ignore que o polme leva ovo.

Dicas DIVERSAS:
• 1 clara de ovo = 1 colher de sopa de ágar-ágar em pó, dissolva em 1 colher de sopa de água:  bata bem, deixe esfriar no frigorifico e bata novamente.
• 1 ovo = 1 banana pequena verde cozida e triturada = biomassa.
• 1 ovo = 1 colher (sopa) de semente de linhaça em pó misturada a 3 colheres de sopa de água (deixe em fogo baixo até quase ferver). Excelente adição de ómega 3 à sua receita.
• 1 ovo = banana madura amassada (receitas doces) (normalmente é mais ou menos uma colher cheia para cada ovo),
• 1 ovo = ¼ chávena de ameixa seca amassada
• 1 ovo = 1 colher de sopa de óleo e 1 de sumo de maça,
• 1 ovo = baba de quiabo,
• 1 ovo = Farinha de rosca,
• 1 ovo = 2 colheres de sopa leite vegetal + ½ colher de chá de limão...
• 1 ovo = 2 colheres de sopa de amido de batata (óptimo para dar liga)
• 1 ovo = ¼ chávena de puré de maçã (óptimo para doce)
• 1 ovo = 1 colher de sobremesa de lecitina de soja com + 1 colher de sobremesa de água,
• 1 ovo = 1 banana amassada: também (óptimo para doces). Adicione ½  colher de chá de fermento para obter uma textura mais fina
• 1 ovo = 2 colheres de sopa de água + 1 colher de sopa de azeite + 2 colheres de chá de fermento
• 1 ovo = ¼ chávena de puré de batatas (óptimo para dar liga).

Fonte
Por Nathalia Mota

19 de janeiro de 2012

'Só dieta à base de vegetais reverte doenças cardíacas', afirma médico

Para o cirurgião americano Caldwell Esselstyn, 77, uma alimentação baseada em folhas, frutas, legumes e grãos integrais é o único jeito de evitar, deter e reverter doenças cardiovasculares.





Seu método, que vem sendo aperfeiçoado nos últimos 30 anos, é o tema do documentário "Forks over Knives" (trocadilho que quer dizer tanto "garfos sobre facas" quanto "garfos no lugar de bisturis"), lançado nos EUA e ainda inédito no Brasil.
O filme conta a história de pacientes de Esselstyn, médico da Cleveland Clinic (Ohio). Eles venceram problemas cardíacos e evitaram cirurgias ao adotar a dieta.
Para o cirurgião, que falou à Folha por telefone, a dieta extrema não é a que ele propõe, e sim a adotada pela maioria dos ocidentais. "Ela garante que milhões de pessoas serão submetidas a cirurgias de peito aberto. Vamos comer vegetais. É para isso que fomos criados."

Folha - O sr. diz que os problemas cardíacos se devem à alimentação. Não há outros fatores de risco envolvidos, como genética?
Caldwell Esselstyn - Se você come a dieta típica ocidental, cheia de carne, óleo e laticínios, você vai ver que, entre mil pessoas, algumas terão infarto aos 40, outras aos 50, outras aos 60, 70 ou 80. Você pode dizer que, geneticamente, quem tem o infarto só aos 80 é mais forte para resistir a essa dieta extrema. Por outro lado, se todo mundo comer uma dieta baseada em vegetais, todos são poupados.

Controlar os níveis de colesterol não é suficiente?
Ao pensar só em números, prestamos atenção à coisa errada. As pessoas tomam remédios para o colesterol mas ainda querem comer frango frito. O que funciona é o que entra pela sua boca.
Toda vez que você come azeite, óleo, leite, manteiga, queijo, sorvete, iogurte e carne, você machuca o delicado revestimento das artérias, o endotélio. Ele é um tapete mágico que produz uma molécula incrível chamada óxido nítrico, que é vasodilatadora e protege a parede dos vasos sanguíneos.
Autópsias de soldados que morreram na Guerra da Coreia e no Vietnã, dos anos 50 a 70, revelaram que 80% dos jovens de 20 anos já tinham problemas coronários visíveis. As obstruções não eram suficientes para causar um infarto, mas estavam lá. Hoje, todos os jovens têm isso.

Sua dieta exclui o azeite de oliva, base da dieta mediterrânea. Ela está toda errada?
Está errada em recomendar azeite. Em Creta, há 60 anos, as pessoas eram magras, comiam muitos legumes e frutas e um pouco de azeite. As desvantagens do azeite eram compensadas pela quantidade de vegetais.
Quando você estuda o efeito do azeite com um teste de ultrassom da artéria braquial (no braço), que mede os danos ao endotélio, vemos que o óleo machuca os vasos.

Você chama as cirurgias e angioplastias de soluções mecânicas para um problema biológico. Esses procedimentos não adiantam nada?
Eles não chegam a ser soluções. A medicina tem evoluído no sentido de criar uma lista cara de remédios e de procedimentos perigosos, como a colocação de stents ["molas" inseridas em vasos obstruídos] e pontes de safena. Com o tempo, é preciso colocar outro stent, fazer outra ponte, tomar mais remédios, e, no fim, a pessoa morre do coração assim mesmo.
Os médicos, não sei o porquê, passaram a acreditar que as pessoas não são capazes de mudar seu estilo de vida. Mas o problema é que eles não sabem como transmitir essa mensagem.
Quando trato alguém com doença cardíaca, fazemos um curso de cinco horas. O paciente vai entender o que causou a doença e o que ele deve fazer para revertê-la. No fim, oferecemos uma refeição à base de vegetais e uma apresentação de 1h15 sobre como comprar e preparar alimentos, ler rótulos e lidar com restaurantes e viagens.
A revolução da saúde nunca vai acontecer por causa da descoberta de um remédio. Nunca vai ser por causa de um novo procedimento cirúrgico. A revolução vai acontecer quando as pessoas estiverem informadas do ponto de vista nutricional, para evitar as comidas que vão fazê-las perecer por uma doença.

Qual percentual dos seus pacientes tem melhora?Quase todos. Quando começamos o programa, e as pessoas ainda não sabiam se ia funcionar, 70% se recuperavam. Agora estamos em 90%. O que torna esse tratamento tão poderoso é que posso mostrar raios-X de artérias do nosso primeiro grupo. Os pacientes percebem que, se os outros conseguiram, eles também vão.

O sr. diz que moderação mata. Por que não dá para comer carne com moderação?Moderação é dizer: qual a quantidade de um alimento que sei que vai me prejudicar eu posso comer e conseguir escapar das doenças? Isso é loucura. Quantos bifes posso comer? Quantas batatas fritas engorduradas? Como assim? É a mensagem errada.

O sr. acredita que sua dieta pode ser adotada globalmente?O Brasil está destruindo a atmosfera e o mundo ao queimar as florestas que são ótimas para capturar o CO2. Por quê? Para produzir carne, que vai fazer as pessoas morrerem cedo e ter vidas miseráveis e infelizes. Se toda essa área for substituída por vegetais, é possível produzir muito mais. Vamos comer plantas, é para isso que fomos criados.

Por Nathalia Mota

23 de dezembro de 2011

De onde vem a gelatina?

Usada principalmente em sobremesas a gente não faz ideia de onde ela vem, pode-se imaginar que seja feita de algumas substâncias químicas ou das frutas estampadas nas caixinhas, mas... Não. Para sua surpresa ela é uma geleia resultada da fervura da pele, das cartilagens, ligamentos e ossos bovinos.



Além de ser utilizada como alimento, é também muito utilizada na medicina e em certas indústrias. Um bom exemplo disso é a sua utilização nas cápsulas de remédio. Ainda é utilizada como emulsão fotográfica e na produção de cabeças de fósforos e lixas.
Qual seria portanto a alternativa vegana para substituir a gelatina?
Há uma substância alternativa chamada agar-agar, derivada de algas. Podemos encontrá-las em fios semelhantes a macarrão, em pó ou em barras compridas, e sua cor geralmente é esbranquiçada. Ágar-ágar (fibra) é  apenas um substituto culinário para a gelatina, pois sua composição é totalmente diferente da gelatina animal (proteína).

Mas e quanto ao colágeno que obtemos da gelatina?

Nosso corpo produz colágeno quando ingerimos uma dieta equilibrada rica em vitamina C e adequada em proteínas | aminoácidos.

Quanto as cápsulas de medicamento podemos pedir (em farmácias de manipulação) que o medicamento seja revestido com cápsulas de celulose.
Confirme se sua cápsula de B12 é de gelatina ou celulose.
Doces de ágar-agar:

 

Por Willian Santos


15 de dezembro de 2011

Livro de receitas veganas grátis - Aproveite para o Natal!


São 37 receitas veganas selecionadas. As melhores receitas publicadas no site de 2007 até 2011. Distribuição gratuita e venda proibida. Esta e outras publicações você encontra na Biblioteca do ViSta-se ( www.vista-se.com.br/biblioteca ).


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Fonte


Por Nathalia Mota

4 de abril de 2011

Médico garante que o veganismo é uma prática saudável

(Foto: pratos veganos preparados por membros do V.I.D.A.)
Falar em abolir o consumo de carne na terra do churrasco pode até soar como um insulto, mas é o que algumas pessoas estão fazendo. São os adeptos do vegetarianismo, um grupo que vem crescendo nos últimos anos a ponto de virar tema de estudo de especialistas. 
Em uma das mais recentes obras sobre o assunto, Vegetarianismo e Ciência (Editora Alaúde, 252 páginas, R$ 39), o cardiologista e nutrólogo Julio César Acosta Navarro, com 20 anos de sua carreira dedicados a descobrir os efeitos da dieta livre de produtos de origem animal no organismo, garante que abolir a carne das refeições não oferece qualquer prejuízo à saúde. Para Navarro, o ser humano não nasceu para ser carnívoro.
— Essa história de que na dieta sem carne há deficiência de proteína, vitaminas e sais minerais é mítica. Todos os alimentos vegetais têm esses nutrientes, mesmo que em níveis menores. Existem muitas formas de compor uma dieta equilibrada. Até mesmo grandes atletas adotam o vegetarianismo — diz o o médico chileno naturalizado brasileiro, que atua no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Não ingerir proteína acarreta a perda de massa muscular, fraqueza, déficit de crescimento, alterações metabólicas, cerebrais, de aprendizagem, musculares, cardiovasculares e imunológicas. Isto ocorre quando há falta de alimentos. A dieta vegetariana, segundo o médico, permite que se busque alternativas, como o próprio nome diz, nos vegetais.
O autor da obra faz apenas uma ressalva: mesmo o prato mais balanceado do vegetarianismo será carente de um tipo de vitamina. A B12 é a única que não é encontrada em quantidades suficientes em nenhum outro alimento que não tenha origem animal. Ela é essencial para o bom funcionamento do Sistema Nervoso Central. Em falta, pode causar depressão, por exemplo. Os sinais mais claros do déficit desse nutriente é memória prejudicada e fraqueza. Por isso, aos adeptos do vegetarianismo é indicada uma suplementação alimentar, que pode ser em cápsulas ou injetável.
Os especialistas consideram a discussão sobre as perdas de substâncias essenciais para o corpo com a dieta vegetariana ultrapassada. Há agora uma busca pela educação da população, já que quando se decide adotar hábitos diferentes de alimentação deve-se ter acompanhamento médico e nutricional. O segredo do sucesso já é batido, mas não custa reforçar: equilíbrio.
Para a endocrinologista Patrícia Santafé, do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a dieta em si é saudável. O problema, conforme a médica, é que a maior parte das pessoas elimina a carne e seus derivados por conta própria, sem se preocupar com a reposição de nutrientes essenciais.
— Quando corta todos os produtos de origem animal da alimentação e não compensa com outros alimentos, a pessoa pode apresentar deficiência de cálcio, de ferro e de gordura. Isso compromete o colesterol e pode causar anemia — adverte Patrícia.
Rica em fibra, pobre em gordura
De um modo geral, a nutrição vegetariana atende com maior facilidade aos requisitos de uma dieta saudável. Rica em fibra e pobre em gordura saturada, com ela é possível o equilíbrio entre proteínas, carboidratos e lipídeos, que preenchem as necessidades diárias de minerais e vitaminas, destaca a nutricionista clínica Sálua Finamor.
— Quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável e resulta em benefícios à saúde, tanto na prevenção quanto no auxílio do tratamento de certas doenças — explica Sálua.
As razões que levam alguém a aderir ao vegetarianimo não se restringem à busca de uma vida mais saudável. Muitos deixam de comer carne por questões ambientais e por serem contrários ao sacrifício de animais. Em seu livro Vegetarianismo e Ciência, o médico Julio César Navarro cita um relatório da FAO, a unidade das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que aponta que a produção de 250 gramas de hambúrguer libera tanto gás estufa para a atmosfera quanto um carro durante uma viagem de 15 quilômetros.
Seja por ideologia ou por causa da saúde, não há idade para se iniciar uma dieta desse tipo de acordo com os especialistas. Mesmo grávidas e crianças, conforme a obra de Navarro, podem adotar o vegetarianimo. A ADA (American Dietetic Association), órgão de saúde americano, afirma que as dietas lacto-ovo-vegetarianas, quando adequadamente planejadas, podem satisfazer as necessidades nutricionais de bebês, adolescentes e adultos, promovendo um crescimento normal.
— Apesar das comprovações científicas, acho importante não condicionar uma criança à alimentação vegetariana. Pode-se oferecer a opção de comer ou não carne, sempre cuidando obviamente para que se esteja ofertando uma dieta saudável, com todos os nutrientes, para a idade. Devemos deixar que no futuro a pessoa decida o que é melhor para si, para os animais e para o ambiente em que vive — salienta Sálua.
O churrasco dos veganos

Os hábitos alimentares da antropóloga Maria de Nazareth Agra Hassen, 50 anos, e do marido, João Carneiro, 46 anos, editor e presidente da Câmara Rio-grandense do Livro, há cinco anos, mudaram da água para o vinho. Ou melhor, da carne para o brócolis. A família e os amigos acharam que sairiam perdendo, já que João era o churrasqueiro oficial dos domingos. Para a alegria de todos, a churrascada do fim de semana foi mantida. Só que agora, nos espetos da residência do casal, entram apenas carne de soja, legumes, frutas e verduras. De início foi estranho, confessa Nazareth, mas depois tudo virou diversão.
Hoje, Nazareth se sente bem melhor, e sua saúde nunca esteve tão boa. Exames periódicos mostram que ela está bem nutrida. Como é vegana, não se aventura em nada que tenha origem animal, mas faz reposição de vitamina B12 a cada seis meses.
— Comer ficou bem mais divertido, agora que não é mais só para matar a fome.
Pensamos em tudo para montar um prato saboroso e saudável — conta a antropóloga, que decidiu ser vegana por compaixão aos animais.
Para Maria de Nazareth e João, seus pratos ficaram mais bonitos. A não ser a extinção dos cortes bovinos, nada mudou na confraria da churrasqueira.
— churrasco vegetariano me ajuda a evitar a famosa barriguinha. De resto é tudo igual. Tomamos cerveja, espetamos a carne de soja como se fosse uma peça de matambre, com tempero de véspera. Tem o pão com alho e também a salada de maionese, feita com batata, isoflavona (substância derivada da soja que substitui o ovo), aipo e cenoura — destacou João.
Conheça os tipos de vegetarianos
:: Ovolactovegetarianos: Alimentam-se de ovo e de derivados do leite.
:: Lactovegetarianos: Comem derivados de leite.
:: Vegetarianos total ou veganos: Não comem produto de origem animal.
Os benefícios
A dieta vegetariana pode ser usada na prevenção de doenças e como auxílio em tratamentos, conforme a ADA (American Dietetic Association):
:: Doenças do sistema digestivo: A alta ingestão de fibras faz com que as deposições fecais sejam mais volumosas e suaves, permitindo uma frequência maior de evacuação. Em geral, pessoas vegetarianas sofrem menos de síndrome do cólon irritável, apendicite aguda, hemorróidas e úlceras
:: Obesidade: A taxa de obesidade é menor em vegetarianos. Com isso, previne-se cardiopatias e problemas de colesterol e triglicerídeos
:: Diabetes tipo 2: Melhora o controle da glicose e favorece a manutenção de níveis desejáveis de lipídeos
:: Infarto: Redução do número de mortes em 31% em homens vegetarianos e  de 20% em mulheres que seguem a dieta
:: Colesterol: Os níveis são 14% mais baixos em vegetarianos
:: Osteoporose: Mulheres após a menopausa com dieta rica em proteína animal e pobre em proteína vegetal têm taxa mais alta de perda óssea e risco maior de ter fratura de quadril
:: Envelhecimento: Repercute no bom funcionamento dos órgãos e em uma aparência física mais saudável
Os 4 pecados
:: Falta de orientação: Por ser uma atitude que mexe nos hábitos alimentares, é necessário buscar o auxílio de especialistas, que vão personalizar seus pratos e lanches levando em consideração peso, altura, hábitos
:: Monotonia: Não variam a dieta e comem todos os dias os mesmos alimentos. É preciso variar a alimentação, criar pratos novos e incrementar com legumes, frutas e verduras diferentes
:: Tendência a refinados: A carne vermelha provoca uma sensação de saciedade. Por isso, a primeira atitude de alguém que a retira da alimentação é correr para carboidratos e frituras. Para ser saudável, deve-se substituí-los por produtos integrais, do arroz ao pão
:: Deixar de repor nutrientes: Uma avaliação periódica de minerais, proteínas e vitamina B12 é necessária. Suplementos alimentares podem auxiliar.
Faça um cardápio saudável
Fontes de ferro no reino vegetal:
Coma feijão preto, lentilha, ervilha, soja, tofu, gão-de-bico, cereais integrais, gema de ovos, vegetais folhosos verdes (couve, espinafre, brócolis, folhas de beterraba), castanhas (caju) e sementes (semente de abobora, gergelim), frutas secas (damasco, ameixa, passas de uva)
Alimentos que aumentam a absorção de ferro
Sucos ou frutas ricos em vitamina C, como laranja e acerola
Alimentos com cobre, como leguminosas  (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico), gema, brócolis, milho, beterraba, alho, rabanete, figo, ameixa, laranja, cogumelo, castanha-do-pará, amêndoas, nozes, melado, farinha de soja, trigo integral, aveia, cevada, centeio
Alimentos com ácido fólico, como fígado, nozes, feijão, vegetais  de folhas verde escuras, levedo, brócolis, beterraba, alface, grão-de-bico, laranja, couve-flor, banana, lentilha, cenoura, melão
Alimentos que diminuem a absorção de ferro (não devem ser consumidos uma hora antes, nem uma hora depois das refeições)
Chá mate, preto, chimarrão, chocolate, café, refrigerantes, espinafre e beterraba crus e chocolate
Preste Atenção
Vegetarianos têm menor necessidade e maior absorção de nutrientes. Conforme a nutricionista Claudia Malmann, o organismo se adapta à falta de carne. Por exemplo: o ferro dos vegetais não é tão bem absorvido como o de origem animal, porém, o consumo de vitamina C da dieta vegetariana compensa o déficit desse nutriente.
Fonte: Zero Hora e Anda
Por Nathalia Mota

12 de fevereiro de 2011

Doce de Cenoura (calma,é uma delícia!)

Não tenha medo de experimentar na cozinha, principalmente nós veganos que já optamos por uma dieta um pouco mais restrita que a onívora, não podemos ter preconcetico como universo vegetal, experimente este doce,é bom sim! comentário de minha mãe: "Poque este doce de coco é laranja?"





4 xíc. de cenoura ralada
3 xíc. de açúcar
1 copo de leite de soja
100g. de coco ralado
1 caixinha de creme de soja (alternativa ao creme de leite, mas sem nojeiras!)

Levar ao fogo a cenoura e o leite de soja até quase secar. Depois junte o açúcar e o coco até quase secar também. Deixe esfriar e coloque o creme de soja. Sirva gelado!

Por Henrique Cruz.

5 de fevereiro de 2011

Torta de liquidificador (massa)



Massa:
4 xíc. de farinha de trigo
3 xíc. de leite de soja (metade pode ser água, não faz diferença!)
1/2 xíc. de óleo
3 colheres chá cheias de fermento em pó
1/2 colher chá de sal
Temperos à gosto (curry, caldo de legumes, açafrão, orégano...)


Coloque todos os ingredientes líquidos no liquidificador e temperos, vá acrescentando aos poucos a farinha de trigo, e se necessário vá pulsando no liquidificador porque a massa é firme (tipo massa corrida, brincadeira! =P)  por último adicione o fermento e mexa o suficiente até aderir à massa (mexe-lo demais reduz sua eficiência). Numa assadeira untada com óleo e farinha coloque a metade da massa o recheio e o restante da massa. Asse por cerca de 40 min. em fogo alto. Faça o teste do garfo.


*Dica: para deixar a massa mais nutritiva, troque metade da farinha por farinha integral, e/ou adicione gérmen de trigo, gergelim, linhaça...


Por Henrique Cruz.

12 de janeiro de 2011

Carnívoros ou Carniceiros?

Carnívoro: é o animal que mata a própria presa e a devora com o sangue ainda quente.
Ex: leão, leopardo, onça, tigre.


Carniceiro: é o animal que não tem capacidade ou coragem de matar a própria presa, espera que outro a mate e devora-o mais tarde, com o sangue já frio.
Ex: abutre, urubu, hiena, corvo e HUMANO.


Os seres humanos não matam a própria presa e a devoram com o sangue já frio, com uma diferença: os abutres, os urubus e as hienas devoram as carnes em início de putrefação, com algumas horas do animal morto. 


Os humanos comem as carnes com meses ou anos de estocagem da carne nos frigoríficos. Quando ela é retirada para consumo está verde. Torna-se necessário, então, revitalizá-la com nitratos, nitritos e salitre, que devolvem a coloração avermelhada. Os dois primeiros são conhecidos cancerígenos.


Somos o único tipo de animal que mata qualquer coisa que se mova, pelo simples prazer de matar. A designação elegante que se dá a isso é caça. Caça à raposa, caça ao coelho, caça ao tigre, tiro ao pombo, ao pato, à codorna, e por aí vai.


Mas não matamos apenas na caça esportiva. Se um inseto se atrever a mover-se perto de nós, será impiedosamente esmagado. Crianças matam passarinhos instintivamente com suas pedradas e estilingadas. Nada pode ficar vivo nas proximidades de um homo “sapiens”.


O fato é que comer defunto não é para pessoas sensíveis. Se pensarmos no que estamos fazendo, paramos imediatamente de devorar cadáveres de bichos mortos. Urge que nosso estômago deixe de ser um cemitério.


Se, por um lado, isso constituía um aperfeiçoamento, já que nossos antepassados passavam a ingerir menos carnes, esse sistema ainda não era ideal. A mistura de alimentos produz fermentação, a qual gera odor nauseabundo. Experimente colocar num saco plástico um pouco de tudo o que você ingerir na próxima refeição. Acrescente um cálice de ácido gástrico (se não tiver, esprema um limão). Em seguida, coloque por meia hora num forno a 36 graus centígrados, a temperatura do seu corpo. Depois, abra e cheire.


Isso é o que está acontecendo lá dentro do seu tubo digestivo. Mas, para onde vai esse odor? Pensou que ele se evaporasse por obra e graça do Espírito Santo? Nada disso. Ele sai pelo seu hálito, pelos seus poros, pela sua transpiração, pelas suas axilas. Encare a realidade: você fede! Os animais onívoros cheiram mal. Compare: o cheiro do porco, o do bode. Ah! Esqueci: você também come porco.


Experiência científica


Material necessário: um ser humano e uma vaca. Coloque o ser humano diante da vaca. Peça que o ser humano mate a vaca com os recursos que a natureza lhe dotou, ou seja, sua força, suas mãos, seus dentes, etc.

O ser humano vai tentar por todos os meios, vai querer estrangular a vaca, vai dar socos na vaca e não vai conseguir matá-la. Talvez consiga aborrecê-la e acabe levando uma chifrada.

Fim da experiência científica.

Conclusão: o ser humano não foi projetado para caçar. Além do mais, na natureza ele nem conseguiria se aproximar o suficiente para agarrar o bicho, pois também fomos privados da velocidade que o predador necessita.

Contestação da validade da experiência acima


O ser humano contrapõe que ele é um animal inteligente. Como tal, teve condições de fabricar ferramentas e, com elas, caçar. Já não é lá muito verdadeira essa afirmação, pois estamos tentando provar que por natureza não fomos dotados dessas ferramentas, mas vamos aceitar a contestação e refutá-la com outra demonstração.


Impugnação da contestação


Desta feita, entregamos uma ferramenta de abate – uma faca – e solicitamos que o sujeito mate a vaca na nossa frente para provar que, com instrumentos, a experiência anterior ficaria invalidada. Mas, então, o que é que verificamos estupefatos? 99% dos humanos não têm coragem de enfiar a faca na jugular do bovino!


Seria prova suficiente de que não somos predadores naturais? Pelo sim, pelo não, vamos além. Tomo a faca da mão daquele espécimen covarde. “Se você não tem coragem, mato eu a vaca.” Introduzo a lâmina na garganta da desditada. O sangue jorra. E o ser humano… Onde está ele? Ah! Lá está, no canto, vomitando!



Se fosse carnívoro, o simples cheiro do sangue ou a sua visão, já daria água na boca. Mas, se ele não é capaz de matar e ainda lhe embrulha o estômago se outro mata. Isso demonstra claramente que nossos instintos são bem diferentes. Aquele reflexo de “pôr para fora” é exatamente o oposto da reação de comer.






Por Willian Santos


FONTE

9 de dezembro de 2010

Pessoas ainda têm medo de praticar o vegetarianismo

 [Atenção - Todas as informações divulgadas sobre a fiscalização de maus tratos dos animais no RODEIO de Assis-SP podem ser vistas clicando __AQUI!  ] 


Falta de informação faz muitos fugirem da alimentação sem carne 

 Então você decidiu tornar-se vegetariano, mas ainda falta dar aquele último passo. Talvez você ainda consuma algum peixe ou ave “só de vez em quando”, ou talvez você ainda coma carnes todos os dias, mas esteja pensando tão seriamente e com tanta convicção sobre o assunto que você já se considera um vegetariano (o que obviamente é um engano).
Pensando nisso, o que falta para você fazer a transição final? O que impede as pessoas de darem o último passo em direção ao vegetarianismo, mesmo aquelas que já entenderam, em todas as esferas, que a dieta vegetariana é a melhor escolha?

Na minha observação, a resposta a esta pergunta reside num único sentimento: o medo. Ele é a grande barreira que impede as pessoas de concretizarem a sua decisão, levando-as a criar desculpas para si mesmas ou a aumentar barreiras que poderiam ser transpostas com alguma atitude positiva. Esse medo pode ser o medo de parecer diferente, de ter que enfrentar os amigos ou familiares, de ficar desnutrido, de ter que abrir mão do paladar, entre outros.

Sobre o medo de parecer diferente, existe inclusive o medo de ter que frequentar lugares para os quais a pessoa criou uma ilusão estereotipada e cujo simples pensamento já a remete a uma sensação de temor do diferente ou desconhecido. Um exemplo disso é imaginar, sem nunca ter frequentado um, que todos os restaurantes vegetarianos são lugares onde temos que deixar os sapatos na porta e recitar mantras em sânscrito antes de comer. O que não é necessariamente ruim, mas também não representa a maioria dos estabelecimentos nesse ramo.

Esse é um medo muito fácil de ser resolvido, geralmente com uma simples experiência. Mas acreditem: há pessoas que têm temor de ter uma primeira experiência em um restaurante vegetariano. Por outro lado, a surpresa e satisfação que elas experimentam são proporcionais, haja vista que, com muito sabor e um ambiente acessível à realidade da maioria das pessoas, os restaurantes vegetarianos em geral cumprem bem o papel de dissipar este mito. A mesma experiência, seja num restaurante vegetariano ou na casa de um amigo, pode ser válida para dissipar o mito de que, para se tornar vegetariana, a pessoa terá que abrir mão do paladar.

Ela causa desnutrição?
O medo de ficar desnutrido é sem dúvida um dos maiores medos que se impõe como uma barreira para a transição final. Na minha experiência no consultório, onde atendo exclusivamente a pacientes que são vegetarianos ou que estão justamente buscando dar esse último passo, eu observo que o que a maioria das pessoas busca é o aval de um profissional especializado que diga a elas: “vá em frente, vai ficar tudo bem”.

Elas já tomaram a decisão, já estão prontas, mas falta-lhes libertarem-se da última ponta de apego ou medo do novo e diferente. É claro que a informação é importantíssima para isso, e é para isso que elas me procuram e de fato levam consigo informações que farão toda a diferença para o sucesso da sua dieta vegetariana.

Mas eu também observo em muitos dos meus pacientes que, além da sensação de segurança que somente a informação pode lhes conferir, há também uma sensação de alívio, algo como “que bom que agora eu posso acreditar naquilo que eu já sabia estar certo o tempo todo”. E de fato, no campo nutricional, com a informação e cuidado corretos, deixamos para trás o aquilo que poderíamos temer, restando apenas aquilo do que desfrutar!

Seja qual for o medo, a chave está na informação e na coragem de experimentar. Atualmente, a informação sobre o tema está amplamente disponível àqueles que a procurarem. Quanto à coragem, no caso específico de dar o último passo em direção ao vegetarianismo, estamos falando de uma ação ou experimento que oferece poucos riscos.

No campo da nutrição, o experimento está certamente destinado a ser bem-sucedido se for aliado à informação. No campo gastronômico, o maior risco que a pessoa corre é o de aprender os nomes de novos alimentos ou ter que pagar por uma refeição que não a agradou.

Já no campo social, esta é uma área mais delicada, pois há o risco de criar conflitos com pessoas queridas ou ambientes críticos. Mas com algum estudo, a pessoa pode estar preparada para saber argumentar de maneira a minimizar os conflitos e assim guiar as discussões para o caminho da resolução ao invés do caminho do enfrentamento improdutivo.

Com tantas pessoas tornando-se vegetarianas, esta área complexa que é a dos relacionamentos humanos já vem sendo bastante explorada e experimentada no que diz respeito ao tema, por pessoas que provavelmente já passaram por situações muito parecidas com a do novo adepto. Fazendo uso dos diversos fóruns eletrônicos e outras formas de troca de experiências e apoio, os erros e acertos de outros podem servir como um rico aprendizado que ajuda a minimizar os conflitos sociais.

Se você é uma dessas pessoas que ainda não se permitiu dar o último passo, procure lembrar-se do que foi que te motivou desde o início. Se o motivo foi pela sua saúde, você só tem a ganhar em fazer a transição o quanto antes. Os medos de carências nutricionais não passam disso mesmo: medos.
As justificativas criadas por você (ainda que inconscientemente) no intuito de te ajudar a manter a boa saúde estão mais provavelmente adiando esta conquista de um grau superior de saúde. As informações, os estudos científicos e as experiências individuais trazem uma mensagem bastante clara: é possível adotar uma dieta vegetariana em qualquer fase da vida, bastando para isso observar alguns cuidados nutricionais que são relativamente fáceis de serem seguidos. Informe-se e vá em frente!

Se o que te motivou foi uma questão ambiental, é desnecessário dizer que nesse campo estamos correndo contra o tempo e qualquer desculpa que possamos inventar para justificar o apego a uma dieta centrada na carne não ajudará a amenizar o impacto exagerado que exercemos sobre o planeta e que atualmente o coloca à beira da destruição.

O que precisamos é de ação, sobretudo de uma revisão daquelas ações que realizamos ao menos três vezes por dia ao sentarmos à mesa. Cada dia que você adia para dar o próximo passo é um dia em que você cometeu ao menos três erros perfeitamente evitáveis que afetam diretamente a saúde do planeta.

Se o motivo que te despertou para o vegetarianismo foi a questão animal, é desnecessário dizer que cada dia que você perpetua a sua racionalização para buscar justificar a sua impossibilidade em parar de comer carne é um dia fatal para os animais. E para esses, assim como para o planeta, as suas desculpas são sem efeito.

Você tem o poder para fazer a mudança que deseja fazer em sua vida e o último passo está logo aí, bem à sua frente. Basta munir-se de informação, despir-se dos medos e caminhar, um grande passo a cada dia. Você não demorará a descobrir que a caminhada não é apenas mais fácil do que você imaginava.
Ela é também repleta de surpresas e ganhos diversos pelos quais você nem esperava, pois se mantinham encobertos pelos medos que você outrora cultivava. Este último passo em direção ao vegetarianismo é, na verdade, apenas um dos primeiros passos dentre os que podem ser considerados essenciais para trilhar o caminho da saúde, da consciência ambiental e do respeito a todas as formas de vida.

Fonte - George Guimarães


Por Nathalia Mota

22 de setembro de 2010

Combinações de alimentos

 O nosso organismo precisa ingerir aminoácidos que não produz, como a lisina, a metionina e a cistina.

 A proteína do feijão é rica em lisina, pouco presente no arroz, por sua vez, o feijão é deficiente em aminoácidos sulfurados, como a metionina e a cistina, os quais têm excelente fonte no arroz. Além disso, a mistura feijão com arroz é rica em carboidratos, o componente energético de nossa alimentação.

 Os valores protéicos do arroz com feijão se aproximam muito dos de origem animal, na quantidade em que são fornecidos. A carne e derivados oferecem maior quantidade de aminoácidos e valores protéicos, porém oferecem mais gordura em sua constituição.

  • Leguminosas + sementes = proteínas completas
  • Leguminosas + pão ou cereais = proteínas completas
  • Pães, cereais +  leguminosas = proteínas completas 

As proteínas vegetais são classificadas como incompletas, pois carecem de alguns aminoácidos essenciais ou não os contém em quantidade adequada.

No entanto quando combinados com uma proteína vegetal complementar, esses alimentos oferecem refeições nutritivas com baixo teor de gordura e rico em fibras solúveis.

Ainda: a alimentação de origem animal é cara em relação à de origem vegetal, pois se perde mais tempo e dinheiro se levarmos em conta o nascimento, crescimento e desenvolvimento do animal até que ele possa ser abatido para se transformar em alimento.

As leguminosas estão entre os alimentos mais nutritivos de origem vegetal – ricos em proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, potássio. Elas fornecem grandes quantidades de fibras solúveis e os carboidratos que fornecem são complexos o que os difere dos carboidratos simples provenientes dos cereais polidos. Contém pouca quantidade de gordura em sua composição com exceção da soja e do amendoim.

Outro fato muito importante sobre as leguminosas é que quando cruas fornecem substâncias tóxicas que interferem na absorção de algumas vitaminas importantes. Para evitar o consumo dessas substâncias é preciso cozinhá-las depois de terem ficado de molho por algumas horas. Ao deixar de molho troque a água várias vezes.

Saiba como combinar de forma adequada suas escolhas alimentares para suprir sua necessidade de proteína em cada refeição:

CEREAL + LEGUMINOSA/COMPLEMENTO PROTÉICO

  • Arroz + Feijão
  • Aipim + Grão de bico
  • Trigo, Massa, Pão + Lentilha
  • Centeio + Ervilha
  • Cevada + Soja, Tofu 
  • Aveia + Sementes, nozes, castanhas, amêndoas 

Além do cereal e leguminosa é importante acrescentar verduras cruas e cozidas, além de gorduras monoinsaturadas (dar preferência ao azeite extra virgem) para garantir um perfeito equilíbrio da refeição diária.
Complemente sua refeição com uma fruta ou acompanhe-a de um suco de frutas para fornecer vitamina C que ajuda a absorver o ferro que foi consumido na refeição.

O arroz integral possui 8 vezes mais fibras que o arroz branco e por isso traz mais benefícios à nossa saúde. Além disso, contém vários nutrientes que o arroz branco não possui mais por ter sido polido. Vitamina B1 B2, Zinco, Ferro, Magnésio e potássio.

Fonte

Por Nathália Mota

2 de maio de 2010

Pirâmide Alimentar Vegana

(clique na imagem para ampliar)

Fonte: http://mtv.uol.com.br/animalista/blog

Por Alex Peguinelli

9 de fevereiro de 2010

O mito do vegetarianismo na infância – Parte I


A dieta vegetariana é cercada de inúmeros mitos, e um deles é o de que criança não pode viver sem carne! Desde 1997 a posição da Academia Americana de Dietética (ADA) é que dietas vegetarianas planejadas de forma apropriada são saudáveis, nutricionalmente adequadas e implicam em benefícios à saúde, tanto na prevenção quanto no tratamento de certas doenças, em todas as fases da vida, desde os lactentes, até as crianças em idade pré escolar e escolar, adolescentes e adultos. Tal posição é também apoiada pela Academia Americana de Pediatria. Mais de 10 anos após o posicionamento da ADA, mantém-se ainda a idéia de que a dieta vegetariana pode não ser adequada aos lactentes e crianças. E tal crença é encontrada inclusive entre profissionais da saúde, que por muitas vezes não terem conhecimento sobre o assunto, posicionam-se de maneira equivocada em relação ao vegetarianismo na infância.
O aleitamento materno deve ser realizado de forma exclusiva até os 6 meses de idade. Neste período, o lactente não deve receber nada além do leite materno, inclusive água ou chás. Aos 6 meses, inicia-se a introdução de novos alimentos e então o aleitamento materno deve ser mantido associado aos alimentos sólidos até os 2 anos de idade.
Na impossibilidade do aleitamento materno, deve-se optar pelas fórmulas infantis à base de soja (por exemplo NAN SOY, APTAMIL SOJA, entre outros ) até os 2 anos de idade, lembrando que as mesmas não substituem o aleitamento materno nem do ponto de vista nutricional nem do ponto de vista imunológico. Até os 2 anos de idade não se deve utilizar extrato de soja como substituto do leite materno, pela inadequação do ponto de vista nutricional.
O leite de vaca é considerado inadequado no primeiro ano de vida por inúmeros fatores, como o excesso de proteínas e minerais, o tipo de proteína predominante (caseína), além de ser pobre em ferro e ter fósforo em demasia. Vegetarianos não devem oferecer leite de vaca ou fórmulas infantis à base de leite de vaca aos seus filhos tanto por questões nutricionais como por questões éticas.
A introdução de novos alimentos aos lactentes deve ser realizada de forma gradual e progressiva, da mesma forma que é realizada nos lactentes não vegetarianos e se inicia por volta dos seis meses de idade naqueles alimentados exclusivamente ao seio e mais precocemente naqueles que recebem fórmulas infantis.

Receita para lactentes de 6 a 9 meses - Pilaf de abóbora

[Do Livro Comida Vegetariana Para Crianças, de Sara Lewis]

Ingredientes:
40g de grãos de painço lavados
125 g de abóbora moranga, sem casca nem sementes, picada em cubinhos.
1 colher de sopa de uva passa
300 ml de caldo de legumes caseiro
1 folhinha de louro

Preparo:
Coloque todos os ingredientes numa panela e deixe ferver. Tampe e cozinhe em fogo lento por
20-25 minutos até o painço estar macio, cobrindo com mais caldo ou água conforme
necessário. Descarte a folha de louro.
Bata a mistura num processador até formar um purê grosso e uniforme, ajustando a textura
conforme o bebê amadurece.

Rendimento: 2 porções

Comentários: Para este pilaf infantil, os grãos de painço tomam o lugar do tradicional arroz.
O painço é um cereal sem glúten, boa fonte de energia, proteína, vitaminas B e minerais. A
Abóbora é uma boa fonte de betacaroteno, que o corpo converte em vitamina A. Também
fornece vitamina E. A abóbora é um alimento facilmente digerível e por isso é um alimento
ideal para bebês pequenos.

por Tatiana Balleroni