9 de julho de 2011

Livro diz que animais também se rebelam contra opressão humana



Foto: Divulgação
Por Lobo Pasolini (da Redação)
Uma tigresa da Sibéria no zoológico de São Francisco pula uma parece de três metros e fere três visitantes que a estavam tormentando, matando um deles. Um circo de elefante pisa e desfigura um treinador sádico, que havia a queimado com cigarros acesos. Um par de orangutangos no zoológico de San Diego rouba uma barra de ferro e chave de fenda e fogem de seu cercado. Uma orca do Sea World traz sua treinadora a força para a piscina e a mata afogada.
O que acontece nesses casos? Seriam eles simplesmente acidentes e animais agindo por instinto?
É com essas ilustrações e essa pergunta que Jason Hribal inicia a discussão sobre o que ele chama de ‘resistência animal’ em seu livroFear of the Animal: The Hidden History of Animal Resistance.
Ele argumenta que o que aconteceu nesses casos foi ação independente de animais frustrados que cansaram dos humanos supremacistas encarregados deles. Se algum dia houve dúvida sobre os animais terem uma consciência, memórias, desejos ou mesmo uma alma, essas ações poderiam ser um grande sim para todas essas perguntas, Hribal diz.
Um outro caso: no dia 18 de setembro de 2007, uma vaca chamada Maxine, marcada para o abate, fugiu de um matadouro em Nova Iorque. Ela foi encontrada em uma rua do bairro Queens e resgatada para um santuário para passar o resto de sua vida. Sua estória encantou vegetarianos e carnistas na mesma proporção.
A consciência é definida como um sentido de uma identidade pessoal ou coletiva, incluindo atitudes, crenças e sensibilidades. A diferença entre humanos e animais é naquilo que focamos e como percebemos o mundo. Ambos temos a habilidade de expressar e receber emoções tais como amor e raiva, e ambos temos um desejo de viver.
Elefante se rebela na Índia
A reação de uma pessoa em relação a um animal tende a mudar quando ela percebe que ele ou ela age por si próprio ao se separar do resto do seu grupo, sinalizando que realmente há um espírito que deseja experimentar sua própria liberdade e viver em um planeta que é seu por direito. Os animais são, a seu jeito, tão intelectuais e emocionais quanto qualquer humano.
Adaptado do original publicado em Natural News.
Nota da Redação: Em 2009 eu escrevi um blog sobre um tema parecido baseado em uma matéria publicada pelo Daily Telegraph. A matéria relatava que cientistas haviam notado surtos de fúria de animais em várias partes do mundo cujo estresse indicava com clareza que eles estavam cansados da opressão humana.
Por Henrique Cruz.

Por que muitos profissionais de saúde têm preconceito contra o vegetarianismo ?

A falta de estudo e de atualização científica faz com que alguns profissionais de saúde não gostem da dieta vegetariana.
A formação acadêmica nas faculdades de nutrição e medicina deixa muito a desejar quando o assunto é vegetarianismo.
Muitos profissionais pensam que o vegetariano vive de salada. A maioria se sente perdido quando solicitado a montar um cardápio vegetariano.
O medo do desconhecido é natural para qualquer ser humano. Fica mais fácil dizer que é difícil ou nocivo ser vegetariano.
As alegações de que o vegetarianismo é uma dieta inadequada provêm de bases teóricas mal compreendidas a respeito de diversos nutrientes (ferro, proteína...), de estudos científicos mal desenhados ou mal interpretados e da falta de estudo de muitos profissionais de saúde.

Sobre as bases teóricas mal compreendidas:
Diversas teorias não se sustentam ao serem analisadas na prática. Dizer, por exemplo, que a proteína vegetal é inadequada para o organismo é uma teoria. A prática não demonstra isso. Estudos científicos (metanálise realizada em 2003) demonstram que não há diferença na assimilação da proteína em seres humanos quando ela provém de fonte animal ou vegetal.
O mesmo ocorre com o ferro. A ADA (American Dietetic Association), analisando os estudos bem desenhados, nos dá o parecer de que os vegetarianos não têm maior risco de apresentar deficiência de ferro quando comparados com não vegetarianos.
Sobre os estudos científicos:
Os estudos científicos antigos estavam preocupados em verificar se era possível a adequação nutricional com uma dieta vegetariana. Muitos profissionais ainda estão vivendo nesse passado. Atualmente não há dúvidas científicas quanto à adequação.
A comparação de artigos científicos que descrevem deficiências nutricionais em vegetarianos com artigos que demonstram o contrário mostra que a diferença está no planejamento da dieta e não na presença da carne.
Em 1997, a ADA (American Dietetic Association) revisou os trabalhos científicos bem desenhados sobre o vegetarianismo e se posicionou:
"O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças".
Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação).
Em 2003, o parecer da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá acrescenta a recomendação de que os profissionais de saúde têm o dever de incentivar e apoiar os indivíduos que expressam desejo de se tornarem vegetarianos.
Os estudos científicos atuais estão mais preocupados em demonstrar as implicações à saúde ao se adotar uma dieta vegetariana, visto que a adequação já está comprovada. Os benefícios são muitos (leia o folheto: O vegetarianismo e a sua saúde).
 
*Dr. Eric Slywitch
Médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.
 
 
Por Janaína Camoleze

8 de julho de 2011

Empresa que treinou elefante para filme “Água para elefantes” será processada por maus-tratos

Ativistas pelos direitos animais processam uma empresa da Califórnia do Sul que concedeu o elefante usado nas filmagens do filme “Água para elefantes”.
Segundo informações do jornal The Washington Post, o processo foi aberto na semana passada no Tribunal Federal de Los Angeles, nos EUA, contra a empresa Have Trunk Will Travel que, dentre outras atividades, “aluga” elefantes para filmes, casamentos e outros eventos.
                                           Cena do filme "Água para elefantes" (Foto: Divulgação)
Os ativistas argumentam na ação que o filme engana os espectadores, que acreditam que o elefante usado nas filmagens foi apropriadamente tratado. Na verdade, o animal era torturado e maltratado com eletrochoques.
Os tutores da Have Trunk Will Travel, Gary e Kari Johnson, que estão em poder de seis elefantes, negam os abusos. Eles dizem ainda que a empresa tem um histórico muito bom em relação aos animais que passam pelos cruéis treinamentos empregados.


Por Janaína Camoleze

7 de julho de 2011

PL estabelece que todo animal silvestre apreendido deverá ser libertado em seu habitat


Animais apreendidos em operações de repressão ao tráfico de animais silvestres deverão ser libertados prioritariamente em seu habitat. É o que estabelece projeto de lei da Câmara aprovado nesta quinta-feira (7) pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em caráter terminativo.
Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.
A proposta (PLC 149/09) estabelece ainda as condições necessárias ao bem-estar dos animais apreendidos. O texto, de autoria do deputado de Antonio Carlos Mendes Thames (PSDB-SP), tramita em conjunto com o PLC 180/09, do deputado Felipe Bornier (PHS-RJ). O relator da matéria na CMA, senador Jorge Viana (PT – AC), apresentou substitutivo para contemplar sugestões das duas propostas.
De acordo com o texto aprovado na CMA, quando não for possível libertar em seu habitat ou não for recomendável por razões sanitárias, o animal apreendido será entregue a entidades. Ainda de acordo com a proposta, a guarda e os cuidados com os animais deverão ficar sob a responsabilidade de técnicos habilitados.
Por Janaína Camoleze

5 de julho de 2011

Nina/Cléo precisa de você!

Na tarde de ontem, esta cachorrinha, que então se chamava Nina, perambulava pelo estacionamento de um supermercado da cidade - onde, diga-se de passagem, várias pessoas circulam... Ela dependia da boa vontade dos funcionários, que alimentavam o animal com pedaços de pão e de mortadela.
Aparentemente, Nina estava prestes a ter filhotes, pois estava com uma barriga enorme e gemendo muito. Uma pessoa ligada ao Coletivo nos acionou, pedindo que a ajudássemos a encontrar um local para que a cachorrinha pudesse, ao menos, ter os seus filhotes em paz. 
Levamos a Nina para o veterinário e, surpresa: ela não estava grávida, e sim doente!

A suspeita é de que Nina, agora batizada Cléo, esteja com a doença do carrapato, que  é uma doença transmitida por carrapatos da espécie Rhipicephalus sanguineus, muito comum em cães, que são seus hospedeiros principais.  A transmissão se dá quando o carrapato ataca um cão já contaminado pela Erlichia. A doença penetra em sua corrente sanguínea, causando anemia pela destruição das células vermelhas, o que é muito sério.

Até agora, o tratamento de Nina/Cléo consistiu em: drenagem de líquido livre da cavidade abdominal e ultrassonografia abdominal, além de um exame laboratorial.

O tratamento de Nina/Cléo durará cerca de 21 dias. Ela precisará dos seguintes medicamentos:
Doxicilina 250mg - 42 comprimidos
Ezetrós - 1 frasco
Mezcepton - 1 frasco
Sulfato Ferroso - 1 frasco

Ultrassom
Drenagem
Todo esse líquido foi retirado da barriga dela.

Qualquer colaboração em dinheiro será bem-vinda, porque realmente precisamos dessa contribuição!
E, principalmente: Nina/Cléo precisa de um lar! 
Caso você possa adotá-la, ou conheça alguém que esteja à procura de um amigo de quatro patas, entre em contato:animaisassis@gmail.com

Conheça o trabalho dos Amigos dos Animais de Assis e ajude-os a ajudar!


Por Janaína Camoleze