10 de agosto de 2011

NÃO TEMO DESAPONTAR NINGUÉM POR PRATICAR O VEGANISMO

Charles de Freitas Lima (professor de Educação Física e pós-graduado em Psicomotricidade). E-mail:veganocharles@yahoo.com.br

Quantas situações embaraçosas os veganos, às vezes, passam por aí... Algumas podem até comprometer suas posturas no veganismo:

- "Aceite este copo de leite com chocolate", comentou comigo, certa vez, uma colega que não sabia que não consumo nada de origem animal. Para dizer a verdade, não sei se ela sabia o que é ser vegano. Escutei isto quando estava em sua casa, ao fazer-lhe uma visita com um outro amigo que precisava conversar com ela a respeito de trabalho.

- "Não, mas agradeço-lhe por ser gentil. No entanto, não consumo nenhum alimento de origem animal", disse isto para ela sem desviar-lhe o olhar.

Mas, ela insistiu:

- "Você não sabe o que está perdendo, tá muito gostoso!"

Aí respondi:

- "Não, obrigado."

Ela não se contentou com a minha resposta.

- "Puxa vida, estou querendo agradá-lo e você faz essa desfeita!", exclamou com um tom de quem parece ter se ofendido.

Entre os veganos, quem não já passou por uma situação parecida com essa? Saber negar um favor, dependendo do contexto, não é tarefa tão fácil para algumas pessoas, ainda mais quando uma pessoa insiste em lhe oferecer algo a todo custo. Cheguei a ficar meio sem ação, porém, não fiquei sem palavras:

- "Recusar um pedido de favor, mas com educação, é uma outra maneira de ser gentil, mesmo que para isso eu tenha que negar a sua oferenda. Entretanto, ofereça-me um copo de água, aí o aceitarei para que você não se sinta ofendida."

Ela retrucou:

- "Beber leite é saudável. Todo mundo bebe. Ele é rico em cálcio. O que há de errado em tomar leite?"

Após escutar essas "máximas", parti para a seguinte argumentação:

- "Vamos por partes, querida! Concordo que beber leite é saudável, desde que este leite que você esteja citando na nossa conversa seja da mesma espécie e ingerido durante o período de amamentação, embora esse período possa variar de criança para criança, mas após o desmame, não há necessidade de consumirmos leite de outras espécies, salvo em casos de risco de vida - inevitáveis à sobrevivência. Um bezerro quando se torna ‘adulto' transforma-se num boi: acaso você já viu algum boi mamando? O ser humano insiste na mania de beber leite de outras espécies para satisfazer seu próprio interesse sem levar em consideração a ética para com os animais: será que você nunca parou para refletir sobre isso?", após argumentar desta maneira, dei uma respirada profunda como pausa no diálogo, porque estava começando a falar rápido!

Entretanto, cabe ressaltar que beber leite de outras espécies, necessariamente, não chega a ser completamente errado por não ser natural à nossa própria espécie, e, sim, por causar danos aos animais não humanos e, mesmo que, em alguns lugares as vacas sejam supostamente tratadas com "carinho", ainda permanece a seguinte questão: será que realmente temos o direito de usá-las para os nossos interesses? Acredito que não! Portanto, pratico o veganismo alicerçado na educação abolicionista.

Mas, de repente, ela afirmou:

- "Ei, espere aí: agora você vai querer me convencer de parar de beber leite?", indagou-me quando pausei. Contudo, o amigo que me levou à casa dela havia interrompido a nossa conversa exatamente nesse momento, chamando-me para ir num outro lugar. Percebi que ele estava querendo evitar que a nossa conversa ficasse muito apaixonada. Então aceitei sua proposta. Antes de sair da casa dela, disse-lhe que em outra ocasião terminaríamos a conversa, e ela disse:

- "tudo bem!".

Fiquei pensando sobre essa situação durante vários dias, como aquelas flutuações de pensamentos que temos de vez em quando no dia-a-dia.

Algumas semanas depois encontrei novamente com ela, e perguntei-lhe:

- "Você se importaria de continuar aquela conversa a respeito do leite?"

E ela respondeu:

- "Bem, não tenho muito tempo agora, mas posso lhe escutar um pouco!"

Aproveitei esse momento para falar sobre a questão do nosso relacionamento para com os animais não humanos, e como as vacas leiteiras são usadas para a satisfação caprichosa dos animais humanos. Eu estava com um livro na mão, intitulado "Aprendendo a Respeitar a Vida", e o abri no capítulo "O que acontece com o bezerro", li para ela o seguinte trecho:

1. São encaminhados para o abate quase que imediatamente - para serem servidos como vitela. O coalho, usado na fabricação da maioria dos queijos, é retirado do estômago de bezerros recém-nascidos. (...) 2. Podem ter uma vida ainda mais infeliz se forem para uma criação de carne branca de vitela, passar a vida presos em estreitos engradados de madeira. O espaço é tão reduzido que, após as primeiras semanas, os bezerros já nem conseguem se virar. São alimentados com uma ração líquida especial, para que cresçam o máximo em um mínimo de tempo e conservem a carne excepcionalmente branca. Não recebem as fibras necessárias ao sistema digestivo dos ruminantes, de modo que, muitas vezes, acabam comendo seu próprio pêlo e roendo os engradados. (...) Não recebem forragem para deitar-se, pois sua fome de alimentos sólidos faria com que comessem o próprio leito. Recebem apenas o mínimo de ferro necessário para mantê-los vivos, pois quantidades maiores tornariam sua carne vermelha. (...) Eles saem do engradado, ao fim de 14 semanas, com úlceras estomacais e abcessos, e suas pernas estão tão fracas que mal conseguem alcançar o caminho para o abatedouro. Os novilhos soltos, no entanto, são animais ativos e brincalhões. (...) 3. As estatísticas informam que 80% da carne produzida são um subproduto da indústria leiteira. Bezerros excedentes, muitas vezes, são vendidos com uma semana de idade (ou menos) para serem criados como gado de corte. Alimentados durante 12 semanas, principalmente de cereais, são forçados a comer demais e mantidos em confinamento para evitar que o alimento seja "desperdiçado" nas funções vitais. Desta forma, ocorre até envenenamento. (...) 4. Atualmente, com a inseminação artificial, são raros os novilhos criados para se tornarem touros. O bezerro destinado a esse fim, às vezes, pode mamar na vaca por algum tempo. Dos 10 aos 12 meses de idade, o touro serve as vacas semanalmente, passando o resto do tempo em confinamento solitário. Hoje, porém, é mais provável que lancem seu sêmen em vacas de lona e tubos de borracha. O manual do Ministério da Agricultura Britânico sobre a criação de touros recomenda um pátio junto à cocheira, com paredes através das quais eles possam olhar, pois "a monotonia pode produzir violência". Admitem, assim, que os animais possuem vida mental e emotiva! Ao envelhecer, os touros são muitas vezes castrados e colocados em confinamento para engordar antes de chegar ao abatedouro. (...) 5. As fêmeas são criadas para se tornarem vacas leiteiras. As bezerrinhas são afastadas da mãe tão logo seja possível, para que a vaca possa "juntar-se novamente ao rebanho". É concedido um período mínimo para que se recupere da gravidez frustrada e o seu leite possa ser aproveitado para dar lucro. (...) Alimentadas com leite artificial, as bezerras desenvolvem-se mais depressa, de modo que, com 18 a 24 meses, já podem iniciar o ciclo de uma gravidez atrás da outra. Conforme o New Scientist: "A vaca leiteira moderna leva uma vida miserável. A cada ano ela produz um bezerro, o que significa que durante nove meses está grávida. E, durante nove meses por ano, é ordenhada duas vezes ao dia. Durante seis meses está grávida e, ao mesmo tempo, produzindo leite". Os detalhes das enfermidades que pode sofrer ao se sujeitar a essa demanda são terríveis, assim como as descrições dos remédios usados (veja os jornais rurais)" (RICHTER, 1997, p. 44-45).

Ela ficou meio espantada com essa leitura que fiz, mas mudou de assunto dizendo que ia num outro lugar porque tinha marcado um compromisso com um colega. Despedi-me dela dizendo:

- "Lembre-se dessa questão com responsabilidade à ética".

Se ela já ficou chocada com esse relato, a mesma ficaria ainda mais se eu tivesse dito que o sofrimento das vacas leiteiras está além do que li para ela, acima de nossa imaginação - além das vacas ficarem grávidas da maneira relatada, ficam em pé quase o tempo todo, muitas ficam com problemas nas articulações, ficam submetidas às máquinas de retirar leite durante muito tempo, com inflamações nas mamas, além de serem as que, nesse processo todo, sofrerão por mais tempo, e irão acabar no abatedouro assim mesmo. Não foi à toa que o jurista vegano Gary L. Francione disse em seu artigo "Veganismo: O Princípio Fundamental do Movimento Abolicionista":

"Não há nenhuma diferença significativa entre comer carnes e comer laticínios ou outros produtos animais. Os animais explorados na indústria de laticínios vivem mais tempo do que os que são usados por sua carne, mas são mais maltratados durante suas vidas e acabam indo parar no mesmo matadouro, depois do quê consumimos sua carne do mesmo jeito. Há provavelmente mais sofrimento num copo de leite, ou num sorvete, do que num bife. E qualquer um que pensar que um ovo - mesmo o que vem das chamadas "galinhas soltas" - não é produto de um sofrimento tão horrível quanto a carne não conhece muito bem a indústria de ovos" (FRANCIONE, 2008).

Refletindo sobre o começo deste artigo, tenho que fazer alguns comentários pertinentes. Há pessoas que têm uma enorme ânsia de querer agradar os outros, com o desejo de satisfazer essa "necessidade" sem levar em conta a vontade do próximo ao qual estão querendo agradar. Pessoalmente, não temo desapontar ninguém por praticar o veganismo, mesmo que para isso eu tenha que recusar certas oferendas.

Segundo Laura Lopes, em um artigo na revista Vida Natural e Equilíbrio (edição 1), intitulado "Não sei dizer não! Aprender a negar favores é não agredir o próprio organismo e respeitar a si mesmo", consta o seguinte:

"O grande receio daqueles que não sabem dizer ‘não', segundo a terapeuta Margareth dos Reis, é desagradar e perder uma relação de afeto que lhes é cara. ‘Quem tem essa dificuldade não se constitui sujeito da própria vida1', comenta. E mais: está em constante busca de aprovação para se sentir integrado ao meio social, profissional ou familiar, mesmo que já tenha sido aceito" (LOPES, 2007, p. 58).

Se alguns veganos dizem "sim" a qualquer oferenda que recebam, por mais gentil que a pessoa possa ser, é justamente isso uma das coisas que os dificultam a agir com autonomia moral para dizer "não". Pra que tentar ser bonzinho em aceitar qualquer coisa sempre que alguém lhe oferece algo que não condiz com seus princípios? Só para ter aprovação e não ser chamado de anti-social? Se for assim, então prefiro ser intitulado de anti-social para com os animais humanos do que ser chamado de antiético para com os animais não humanos, porque quebrar a postura vegana só para ser aceito no meio social não condiz com uma decisão correta.

É preciso que tenhamos vergonha na cara para não incorrermos numa "justificativa escapista" de aceitar qualquer coisa em nome de veganismo, haja visto que o mesmo não se limita somente à alimentação nem só à teoria, muito menos à omissão do pronunciamento ético atitudinal pelos direitos animais. A indignação de qualquer vegano não se resume em simplesmente boicotar, como se isto já bastasse para "alguns", é preciso divulgar a importância do movimento pelos direitos animais.

Não temo ser taxado de radical por fazer esse comentário, exatamente por saber a diferença entre radicalismo e fanatismo. A palavra "radical" ganhou sentido pejorativo com o passar do tempo, gerando equívocos sobre o seu verdadeiro entendimento, mas tal palavra designa a atitude de quem vive na raiz da originalidade, e não um fanático como muitos pensam, pois o fanático vive de maus exemplos e tem demasiado apego ao que "prega", não sabe passar conhecimento com esclarecimentos e lucidez. O radical prioriza a autenticidade em si, que está além de qualquer desculpismo retórico. Ele é racional e aceita ser questionado, estando aberto a debates. O fanático é desprovido de argumentos racionais tampouco admite ser questionado, se apega ao "ismo" que professa, estando até mesmo disposto a implicar com os outros em vez de passar o conhecimento com educação e respeito, minúcia e clareza, para que a pessoa possa entendê-lo sem criar resistência desnecessária, apesar de algumas pessoas a criarem assim mesmo, seja por teimosia ou falta de bom senso!

Também é preciso deixar uma outra coisa bem clara para todos: nem a pessoa mais estrita no veganismo consegue ser 100% vegana em sua prática, mas isso não deve servir de justificativa para que devamos deixar de lado o bom senso de distinguir aquilo que realmente deve ser boicotado e debatido. Se ainda existem coisas que têm relações indiretas com o uso e o sofrimento dos animais não humanos, então é exatamente por isso que ninguém consegue ser 100% vegano. E acaso deveríamos nos sentir desestimulados por causa disso? É óbvio que não! Temos sempre que descobrir mais e mais coisas se atualizando, para cada vez mais se abster de algo que inclua exploração animal, e também temos que divulgar o máximo possível o conhecimento do veganismo para as pessoas.

Em seu texto "Minha resposta a Johanna", Francione responde algumas perguntas feitas por e-mail a uma pessoa identificada como Johanna. Em uma parte de sua mensagem há a seguinte declaração:

"Acho muito importante ser honesto com as pessoas e deixar bem claro que, em nossa sociedade, que é toda permeada pela exploração animal, é impossível evitar esta exploração completamente. Mas de uma coisa podemos ter absoluta certeza: se você não for vegana, você é uma exploradora dos animais. É imperativo que seja dito com muita clareza, às pessoas que se importam com os animais, que apenas "se importar" com o assunto não é suficiente. A gente tem de pôr nossos princípios em prática"(FRANCIONE, 2009).

Veganismo é uma conseqüência óbvia de se considerar o animal não humano como digno de respeito. E quem lhes escreve não se propõe intelectual do veganismo (esse "ismo" não é um fim em si mesmo, muito menos um movimento absolutista), aliás: veganismo não tem nada a ver com superioridade moral - nem tampouco com qualquer outro tipo de subjetividade à "pureza metafísica", mas como minha prática não é norteada por dissimulação, posso atestar como sensato o que estou tentando passar neste artigo: sinceridade - sem preocupar-me com a opinião alheia.

Observação: o autor deste artigo agradece as críticas construtivas que recebeu de Luciano Carlos Cunha (ativista vegano) quando estava escrevendo este texto. Sendo assim, o texto foi melhorado!

NOTA

1 A expressão "sujeito da própria vida", abordada pela terapeuta Margareth dos Reis, no contexto acima, foi canalizada para designar o sujeito que não tem autonomia moral, portanto, não se constitui sujeito da própria vida. Por gentileza: favor não confundir com o conceito usado em ética animal, por Tom Regan, refiro-me à expressão "sujeito-de-uma-vida", que designa estar consciente de si e do mundo. Favor consultar a obra Jaulas Vazias, p. 71-72.

BIBLIOGRAFIA

RICHTER, H. B. (Org.) Aprendendo a Respeitar a Vida. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 1997.

FRANCIONE, G. L. Veganismo: O Princípio Fundamental do Movimento Abolicionista. Disponível em http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=180:veganismo-o-principio-fundamental&catid=37:garyfrancione&Itemid=1. Acesso em: 20 de abril de 2008.

LOPES, L. Não sei dizer não! Vida Natural & Equilíbrio. São Paulo, edição 1, p. 58-61, Abril, 2007.

FRANCIONE, G. L. Minha Resposta a Johanna. Disponível em http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=236:minha-resposta-a-johanna&catid=37:garyfrancione&Itemid=1. Acesso em: 25 de janeiro de 2009.



Fonte

Por Janaína Camoleze

6 comentários:

  1. tanta coisa pra discutir...... e ficam discutindo crenças..... tanta coisa pra se preocuparem ex: crianças abandonadas..... mendigos.... etc.etc....
    Deus Ajude estas PESSOAS que Acham Que o Crescimento espiritual esta apenas em atos, dando grande importância aos seus ideais.... esquecendo que Fé e Caridade são mais importante do que muitas outras coisas!

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  2. tenta explicar isso para um leão, que ele não deve comer uma zebra, na natureza isso se chama equilibrio ecológico, umas espécies comendo outra, não sou contra comer carne de vaca, sou contra o desperdício. Se uma vaca morre pra alimentar várias crianças então sua morte não foi em vão.

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  3. Quem publicou essa foto é mais inútil que o esterco das "pobres" vaquinhas. Primeiro sobre a foto aí encima que fala que as vacas são estupradas, nunca vi nem uma dar queicha kkk, o acasalamento só acontece quando ela esta em cio querendo ter relação ninguem segura para o touro subir ou o enciminador fazer. Segundo seu leite roubado, como asim ela ganha de comer e boa comida é uma troca e se vc entendece um pouquinho de vaca saberia que a maioria espera pela sua ordenha anciosas, e sobre ela ficar trancada é que ela é tão bem cuidada que nem precisa ir atráz de alimento e água de nada é tudo na boquinha. E pra finalizar se não aproveitacemos o seu leite ela nem existiria, quem gostaria de adotar uma vaca por amor? Sua opinião parece ser mal formada e até boba, mas mostra que vc deve ter um grande coração e que não faria mal nem a uma formiga, parabéns!!!

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  4. O que nos temos q entender são dois pontos de vista ou mais:
    1º= A população absurda de animais humanos na Terra e imensa e precisamos de comida (não justifica os maus tratos ao extremo para com os outros animais do planeta) e temos q comer carne e derivados senão morreríamos, pois iriamos precisar de muitas plantas e acho q não conseguiríamos essa façanha;
    2º= Realmente somos animais muito egoístas, pois pensamos que o mundo foi feito para nossa prazer e fazemos o que bem entendermos com ele. Afinal... somos donos. (claro que não somos, mas tenta colocar essas ideias nas cabeças de gentes ignorantes que nao param para pensar por si mesmas, apenas esperam que os oportunistas encham as suas cabecinhas com o que eles queiram que acreditem. (fato!).
    Então eu peço que parem e reflitam se e isso que vcs querem, ou não, e seja capazes de tomar suas próprias decisões.

    Desculpem os erros de ortografia!!!

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  5. Deveria no mínimo estudar sobre o processo leiteiro antes de sair falando asneiras, para sua informação as vacas leiteiras não podem dar todo o leite ao seu bezerro, imagina uma vaca que produz 25 quilos de leite num dia, você acha mesmo que um bezerro recem-nascido iria mamar isso tudo? Claro que não, oque ocasionaria em uma inflamação no ubre da vaca podendo levar a sua morte.

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  6. Só essas vacas vegetarianas pararem de abrir a boceta e ter filhos que menos vacas serão mortas!

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